quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Ai Quem Me Dera


Ai Quem Me Dera

Ai quem me dera
Poder voltar atrás no tempo
Perpetuar o momento
Em que estávamos lado a lado
Pensava que eras meu namorado
Mas não passou de ilusão
Que enganou o meu coração
Tive que seguir adiante
Deixar o que não interessava
Pensava que já não te amava
Mas estava enganada
Para sempre fiquei marcada
Eu era uma mocinha
Ainda muito novinha
E os sonhos que eu tinha
Dentro do meu coração
Fizeram-me perder a razão
Em vez de lutar por ti
Deixei o orgulho falar
Não parei para pensar
O que significavas para mim
Abri mão de ti assim
Como se não fosses nada
Mas estava enganada
Podia ter tido outra vida
Mas foi esta que eu tive...


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Pensamento...A leveza do ser

A leveza do ser...

Leve é o ar,
que penetra no meu peito,
tudo fica perfeito,
dilata-nos os pulmões,
oxigena o nosso sangue,
e os nossos corações,
batem forte, ou levemente,
depende da situação,
se estamos em aflição
pois tudo isto depende,
do bater do coração...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Acidente, Queda

Para hoje é assim…
Dói muito, ai como dói!...
Muitas dores acabando de levar uma infiltração em cada ombro…
Pulso direito ainda inchado…
Dorida depois de andar uns dias a levar injeções…

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Pensamentos




“Se os homens fossem bondosos,
verdadeiros, afáveis, íntegros e sagazes,
então, teríamos o paraíso na humanidade”
 (Confúcio)
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“É proibido…

É proibido chorar sem aprender,

Levantar-se um dia sem saber o que fazer,

Ter medo de suas lembranças…”

  (Pablo Neruda)
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 “Todo o dia é uma ocasião especial

Guarde apenas o que tem que ser guardado:

Lembranças, sorrisos, poemas, cheiros, saudades, momentos.”

(Martha Medeiros)
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 “Todos nós temos nossas máquinas do tempo.

Algumas nos levam para trás, são chamadas de memórias.

Outras nos levam para a frente, são chamadas de sonhos.”

(Jeremy Irons)
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“Os sonhos que vivem em mim,
os sentimentos que ninguém conhece,
as memórias que jamais serão esquecidas…
são os meus fragmentos de vida!!”

 (William Rafael Dimas)
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 “A vida é uma tragédia quando vista de perto,
 mas uma comédia quando vista de longe”

  (Charles Chaplin)
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 “A vida é a infância da nossa imortalidade.”

  (Goethe)
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 “Para que preciso de pés quando tenho asas para voar”

(Frida Kahlo)
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 “ Sonha e serás livre de espírito…
Luta e serás livre na vida”

  (Che Guevara)
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”A coragem é a escada por onde sobem as outras virtudes”

  (Clara Luce)
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 “O Homem é do tamanho do seu sonho”

 (Fernando Pessoa)
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“Pode secar-se, num coração de mulher,

a seiva de todos os amores;

Nunca se extinguirá a do amor materno”

  (Júlio Dantas)
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 “Procurem um grande amor na vida e cultivem-no.
 Pois sem amor, a vida torna-se um rio sem nascente,
um mar sem ondas, uma história sem aventuras!
Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar,
tenham um caso de amor consigo mesmos.”

(Augusto Cury)
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 “É melhor que fale por nós a nossa vida, do que as nossas palavras.”

(Mahatma Gandhi)
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 “A tão afável pronúncia alentejana…
 O sorriso caloroso…
 O sentido de humor divinal…
O espírito lutador…
Conserve pela vida fora!
E continue a sonhar!
É proibido deixar de o fazer…”

  (Sara Félix)

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

E já lá vão 30 anos!...Severim de Faria, Évora




E já lá vão 30 anos!...
Trabalho há 30 anos na Escola Secundária Severim de Faria, onde exerço as minhas funções com responsabilidade, honestidade, lealdade, respeito pelo serviço e por todos os utentes, sem qualquer discriminação de raça, cor, religião, ideologia política ou outra.
Durante este período, já fui “Contínua, Auxiliar de Ação Educativa e atualmente sou Assistente Operacional”.
O nome vai mudando conforme a época e o governo, mas as funções são as mesmas ou equivalentes.
Esta escola para além do meu local de trabalho, também tem sido a minha “casa”, onde tenho vivido dias muito felizes, resultado das grandes amizades e companheirismo, que eu tenho preservado ao longo destes 30 anos, mas também tenho passado tempos muito difíceis, quer a nível pessoal, quer profissional, porque a competição entre colegas cada vez é maior, são usados muitas vezes métodos desleais, que servem para desacreditar os colegas, para ver se assim se destacam, e eu já fui muito prejudicada, principalmente com a introdução do método de avaliação por cotas, SIADAP, que veio acentuar as divisões, muitas vezes fomentada por interesses pessoais mesquinhos e muita ganância, difamando os colegas junto do Diretor, para ser premiada.
A maioria das pessoas que compõem os diferentes corpos que fazem parte desta escola, têm contribuído para que eu sinta que faço parte de uma grande “família” a que eu me orgulho de pertencer, sentimento de pertença que eu recebi de todos os meus antigos colegas, quando para cá entrei, legado que também gostaria de ajudar a passar aos mais novos, embora ache que é cada vez mais difícil, pois esta sociedade em que vivemos promove cada vez mais o isolamento, a ambição desmedida, de quem não olha a meios para atingir os seus fins pessoais, não os da nossa comunidade, e que não faz parte da maneira de ser, por causa da educação que recebi dos meus pais, das minhas convicções éticas, políticas, religiosas e profissionais, que tem prejudicado a minha carreira, por isso não sou promovida desde 2002 e não passo do ordenado mínimo nacional.
Nesta data eu sou a funcionária mais antiga da escola, nestes 30 anos de serviço nunca tinha estado um mês inteiro de atestado, sempre pejei pela assiduidade e pela pontualidade, mas agora estive 1 ano de atestado médico, porque fui submetida a uma cirurgia ao ombro esquerdo, pois há um ano sofria de tendinite agravada por rotura da coifa dos rotadores e calcificação, ainda me encontro fazendo fisioterapia de recuperação, mas já voltei ao trabalho esta semana, embora com algumas limitações.
O colega Vivas tem mais tempo de serviço que eu, porque exerceu anteriormente funções no Magistério Primário, e quando este encerrou, ele foi transferido para esta escola, no início do ano de 1989, onde eu já trabalhava desde 15 de novembro de 1988.
Fui até fazer a cirurgia ao ombro em 31 de agosto de 2017, data em que entrei de atestado, representante do pessoal não docente, eleita pela terceira vez, no Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Severim de Faria de Évora.
Neste dia lembro-me dos e dos antigos e antigas colegas, que trabalharam nesta escola, mas que já se reformaram, a todos e todas, desejo uma vida longa, cheia de saúde e bem-estar. Lembro com muita saudade, os (as) colegas e amigos (as), que já partiram deste mundo, e digo-vos que jamais me vou esquecer dos bons tempos que passamos juntos nesta escola, que nesse tempo eramos tão unidos como se fossemos uma grande família.
Entrei para esta escola no dia 15 de novembro de 1988, estavam a decorrer obras de ampliação no edifício, para concluir a construção da ala sul, motivo pelo qual fui contratada, com mais quatro colegas.
Todos eles já deixaram a escola, porque concorreram para outros ministérios, dos cinco só eu me encontro cá a trabalhar.
Na altura em que eles concorreram eu não o podia fazer, porque ainda não tinha as habilitações literárias exigidas e porque sempre gostei muito desta escola e adoro o meu trabalho.
Entrei como contratada a termo certo até junho de 1989, que foi sendo renovado anualmente, até 31 de agosto de 1994, ou seja, estive contratada quase 6 anos, o que na altura era ilegal, porque os contratos a termo certo, não podiam ultrapassar os três anos, sem a respetiva integração no quadro, mas comigo não aconteceu e esse tempo na carreira nunca me foi contado, fui tratada como os restantes concorrente que nunca tinham trabalhado para o Estado.
Tomei posse a 1 de setembro de 1994, data em passei a integrar o Quadro de Vinculação do Distrito de Évora, após concurso com a realização de um exame nacional, que decorreu na Escola Secundária Gabriel Pereira, onde obtive a melhor classificação de entre todos os funcionários da escola que concorreram comigo, a 3.ª melhor de todo o Distrito de Évora, e no 33.º lugar, de entre os muitos milhares de concorrentes a nível nacional.
Pertenço atualmente à Carreira e Categoria de Assistente Operacional, desempenho funções desde 01/09/1994 na biblioteca da Escola Secundária de Severim de Faria, agora sede do agrupamento com o mesmo nome.
Durante estes anos de exercício de funções na escola e na biblioteca, tenho procurado um aperfeiçoamento contínuo das minhas competências, melhorando as habilitações académicas e profissionais.
Concluí o ensino secundário em junho de 2008, na Epral.
Tenho frequentado ações formação de profissional, em diversas áreas, das quais destaco as seguintes:
v  Função Pessoal-Legislação Laboral (Nível III)
v  Sistemas e Periféricos Informáticos;
v  Língua Inglesa- Relações Laborais;
v  Curso de Organização e Gestão dos Serviços da Biblioteca;
v  Curso de Biblioteca Escolar- Tratamento Técnico;
v  Curso de Biblioteca Escolar e Sociedade de Informação;
v  Tecnologias de Informação e Comunicação;
v  Saúde e Socorrismo;
v  Auxiliar de Ação Educativa;
Entre outras, que perfazem 526 horas de formação, que têm contribuído para melhoraram a minha capacidade de executar novas tarefas, que aplico diariamente no desempenho das minhas funções, tendo continuamente em vista, a minha progressão e desenvolvimento profissional. 

Évora, 15 de novembro de 2018
A Assistente Operacional
Maria da Conceição Saraiva Roxo Orvalho

sexta-feira, 9 de março de 2018

Os Meus Poemas


Flores, Verde, Borboletas

 Aquela mulher, que corre pelo verde prado,
Parece uma gazela, linda e ligeira,
Não pensa no seu sombrio passado,
Vive o dia a dia, à sua maneira.
Parece que voa, como a borboleta,
Que saltita leve, de flor em flor.
Num bom futuro ela já não acredita,
Pois sofreu um desgosto de amor.
Ela luta contra a desigualdade,
Contra tudo o que é exploração
Neste mundo, que está cheio de maldade,
Onde ainda falta muita compreensão.
Ela tem tido uma triste sina,
Mas ainda sonha com um mundo melhor,
Onde todos tenham uma vida digna,
Onde o trabalho chegue para o sustento,
Pois há muitos com escassez, e poucos com tanto.
Bastava que houvesse mais igualdade,
E uma melhor distribuição
Para que houvesses mais felicidade
Dentro do nosso coração.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Os Meus Poemas


      Poesia Escondida

         A Cidade de Évora

Percorrendo esta linda cidade, que é Património Comum da Humanidade, por praças, ruas e ruelas estreitas, o chão coberto de pedras. Partimos da sua sala de visitas que é a Praça do Giraldo, com sua fonte Henriquina, vamos à Igreja de Santo Antão, rezar uma breve oração, dobramos uma esquina, e subimos a rua 5 de Outubro, que está sempre ao rubro, com gente de várias paragens, depois das suas grandes viagens.
Vamos rezar à Sé e subimos ao topo da sua torre altaneira, estendemos os olhos até onde a nossa vista alcança, e não é uma ilusão, porque é tão a bela paisagem, que ficamos com toda a certeza, que nos preenche o coração, pois é tanta essa beleza.
Vamos ao museu e para além de muitas e belas obras, vemos a campa do Cónego Severim, que é muito importante para mim, tal como a Biblioteca Pública, ali bem perto vemos o belo Templo Romano, que sofreu obras há menos de um ano.
Ali também há o Centro de Arte e Cultura Eugénio de Almeida, e a Pousada dos Loios, desce e vai à estação dos Correios, ao Município na Praça do Sertório, vamos à igreja de S. Salvador, ou vai às Finanças, para pagar os impostos, mesmo contrariados, seja como for.
A Universidade, que já tem muita idade, neste país, uma das mais antigas, onde estudaram e estudam, pessoas muito queridas.
Na Praça 1.º de Maio vamos às compras ao Mercado Municipal, e fazer uma das mais tradicionais visitas, que é à Igreja de S. Francisco e da não menos célebre Capela dos Ossos, e recordamos o tempo passado, damos uma volta pelo Jardim Público, saímos fora das muralhas e vamos até ao Rossio em dia de mercado, e vamos sem olhar para trás, rezar à igreja de S. Brás.
Demos a volta à sua antiga muralha, e estamos no Largo das Portas de Moura, subimos a rua e lá está imponente, o Teatro Garcia de Resende, que é espetacular, na Praça Joaquim António de Aguiar. Seguimos para o Largo de Camões, seguimos quase aos trambolhões, e saímos na Porta de Avis, porque a gente assim quis, seguimos até aos hospitais, onde lá dentro se ouvem muitos ais.
Voltamos às Portas de Moura, onde está o Tribunal, a que se porta bem não faz mal, vamos à Igreja do Carmo, pedir a bênção para a nossa família, seguimos até ao Largo da Misericórdia com a sua Igreja, e estamos de volta à Praça do Giraldo.
Muito ficou ainda por dizer, pois já estou cansada de escrever, mas venham visitar a linda cidade de Évora, ela por aqui está à espera, no coração do Alentejo, e me despeço com um beijo.

Breves dados biográficos:
Sou natural de Vila Pouca de Aguiar, em Trás-os-Montes.
Tenho 60 anos e sou viúva. Tenho um casal de filhos, duas netas e um neto, que adoro. Vivo há muitos anos na linda cidade de Évora, Património Mundial da Humanidade, “Unesco”.
Trabalho na biblioteca de uma escola secundária da cidade.
Já participei nas Coletâneas da Editora Lua de Marfim: “Confissões, Premonições, Obsessões, Poema-me e Sentidos: Sexto Sentido I”.
Participei também com 2 poemas, na Coletânea “Som de Poetas”, e na Coletânea, “A Minha Vida Dava um Filme”, da Editora Papel D’Arroz, nas Coletâneas “Folhas, Brisa e Luz”, no “Gelo, Branco e Natal” no “Poemário de 2018”, e “Flores, Verde e Borboletas” da Pastelaria Estúdios.

Évora, 21 de fevereiro de 2018


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Pensamento do dia

Pensamento do dia

Será que é hoje,
que o milagre acontece,
que Deus, vai ouvir minha prece,
será que é hoje.

Será que é hoje,
Que vai mudar minha sorte,
que ela já não me foge,
será que é hoje.

Será que é hoje,
que acontece o que espero,
pois ela tem andado longe,
e já estou em desespero.

Será que é hoje,
há que manter a manter a esperança,
pois quem espera, sempre alcança,
sem ser um pontapé na pança,
será que é hoje.

Será que é hoje,
que vou alcançar a vitória,
que a sorte já não me foge,
 será um dia de glória.

Será que é hoje,
que a sorte está a mudar,
que eu vou poder jogar,
é hoje que eu vou ganhar.

Será que é hoje,
tenho que acreditar,
Deus vai-me recompensar
será que é hoje…

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Os meus poemas, Outono

No outono cai a folha


No outono cai a folha
Da árvore do meu quintal,
E do jardim da minha rua
Cai a folha não faz mal.
No outono cai a folha
Que voa lá pelo céu
Levada pela brisa fresca
Como se fosse um véu
No outono cai a folha
Cuja luz já se perdeu
Pois a cor verde que tinha
Essa já escureceu
Quando surge a primavera
Nasce de novo a folha
Nasce a flor, depois o fruto
E é uma alegria…
No outono cai a folha
Da árvore do meu quintal
E do jardim da minha rua
Cai a folha, não faz mal!

Pensamento do dia

Pensamento do dia
 

Justiça, igualdade
onde pára a justiça
e a igualdade
agora ela é precisa
não basta ter amizade.
É preciso ter esperança
num mundo novo
onde os valores da humanidade
não passem de uma lembrança
um é a liberdade
outro a igualdade
e a fraternidade
não pode ser esquecida
pois estes valores
fazem parte da minha vida
a amizade
e o companheirismo
não é um eufemismo
é a realidade.




Pensamento do dia

Pensamento do dia


Vai-te embora tristeza
em ti não quero pensar
mostra-me a beleza
de um barco a navegar

Vai-te ó melancolia
que sinto no coração
que me deixa noite e dia
em constante aflição

Quero ver a beleza
dum pássaro a voar
com toda a certeza
vou ouvi-lo a chilrear



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Pensamento do dia


Pensamento do dia


Não é rancor,

 é dor!

é desengano,

não é favor,

é merecido,

para compensar,

todo o labor,

e o empenho,

que tenho

oferecido,

no meu trabalho,

 e não é reconhecido,

por isso,

não é rancor,

é dor!

é desilusão,

o que faz sofrer,

o meu coração,

é a falta de consideração,

por quem é pobre,

e sofre,

é cada dia a passar,

e a não ganhar,

para me sustentar,

é ficar a dever,

sem ter,

 como pagar...

20/06/2017


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Agrupamento de Escolas Severim de Faria, Évora

Sede: Escola Secundária de Severim de Faria

15-11-1988 / 15-11-2017

E JÁ LÁ VÃO 29 ANOS! 


Trabalho há 29 anos na Escola Secundária Severim de Faria, onde exerço as minhas funções com responsabilidade, honestidade, lealdade e respeito pelo serviço e por todos os utentes, sem qualquer discriminação de raça, cor, religião, ideologia política ou outra.
Durante este período, já fui “Contínua, Auxiliar de Ação Educativa e atualmente sou Assistente Operacional”.
O nome vai mudando conforme a época e o governo, mas as funções são as mesmas ou equivalentes.
Esta escola para além do meu local de trabalho, também tem sido a minha “casa”, onde tenho vivido dias muito felizes, resultado das grandes amizades e companheirismo, que eu tenho tentado preservar ao longo destes 28 anos, mas também tenho passado tempos muito difíceis, quer a nível pessoal, quer profissional, porque a competição entre colegas cada vez é maior, são usados muitas vezes métodos desleais, que servem para desacreditar os colegas, para ver se assim se destacam, e eu já fui muito prejudicada por isso, principalmente com a introdução do método de avaliação por cotas, SIADAP, que veio acentuar as divisões, muitas vezes fomentada por interesses pessoais mesquinhos e muita ganância, difamando os colegas junto do Diretor, para ser premiada.
A maioria das pessoas que compõem os diferentes corpos que fazem parte desta escola, teem contribuído para que eu sinta que faço parte de uma grande “família” a que eu me orgulho de pertencer, sentimento de pertença que eu recebi de todos os meus antigos colegas, quando para cá entrei, legado que também gostaria de ajudar a passar aos mais novos, embora ache que é cada vez mais difícil, pois esta sociedade em que vivemos promove cada vez mais o isolamento, a ambição desmedida, de quem não olha a meios para atingir os seus fins pessoais, não os da nossa comunidade, o que não faz parte da maneira de ser, por causa da educação que recebi dos meus pais, das minhas convicções éticas, políticas, religiosas e profissionais, que tem prejudicado a minha carreira, por isso não sou promovida desde 2002 e não passo do ordenado mínimo nacional que é 557 €.
Nesta data eu sou a funcionária mais antiga da escola, nestes 29 anos de serviço nunca tinha estado um mês inteiro de atestado, sempre pejei pela assiduidade e pela pontualidade, nesta data encontro-me de atestado médico, porque fui submetida a uma cirurgia ao ombro esquerdo, pois há um ano sofria de tendinite agravada por rotura da coifa dos rotadores e calcificação, encontro-me em convalescença e fazendo fisioterapia de recuperação.
O colega Vivas tem mais tempo de serviço que eu, porque exerceu anteriormente funções no Magistério Primário, e quando encerrou, ele foi transferido para esta escola, onde eu já trabalhava.
Sou representante do pessoal não docente, eleita pela terceira vez, no Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Severim de Faria de Évora.
Neste dia lembro-me dos antigos colegas que trabalharam nesta escola e que já se reformaram, a todos eles desejo uma vida longa cheia de saúde e bem-estar. Lembro com muita saudade, os (as) colegas e amigos (as), que já partiram deste mundo, e digo-vos que jamais me vou esquecer dos bons tempos que passamos juntos nesta escola, que nesse tempo eramos tão unidos como se fossemos uma grande família.
Entrei para esta escola no dia 15 de novembro de 1988, estavam a decorrer obras de ampliação no edifício, para concluir a construção da ala sul, motivo pelo qual fui contratada, com mais quatro colegas.
Todos eles já deixaram a escola, porque concorreram para outros ministérios, dos cinco só eu me encontro cá a trabalhar.
Na altura em que eles concorreram eu não o podia fazer, porque ainda não tinha as habilitações literárias exigidas e porque sempre gostei muito desta escola e adoro o meu trabalho.
Entrei como contratada a termo certo até junho de 1989, que foi sendo renovado anualmente, até 31 de agosto de 1994, ou seja, estive contratada quase 6 anos, o que na altura era ilegal, porque os contratos a termo certo, não podiam ultrapassar os três anos, sem a respetiva integração no quadro, mas comigo não aconteceu e esse tempo na carreira nunca me foi contado, fui tratada como os restantes concorrente que nunca tinham trabalhado para o Estado.
Tomei posse a 1 de setembro de 1994, data em passei a integrar o Quadro de Vinculação do Distrito de Évora, após concurso com a realização de um exame nacional, que decorreu na Escola Secundária Gabriel Pereira, onde obtive a melhor classificação de entre todos os funcionários da escola que concorreram comigo, a 3.ª melhor de todo o Distrito de Évora, e no 33.º lugar, de entre os muitos milhares de concorrentes a nível nacional.
Pertenço atualmente à Carreira e Categoria de Assistente Operacional, desempenho funções desde 01/09/1994 na biblioteca da Escola Secundária de Severim de Faria, agora sede do agrupamento com o mesmo nome.
Durante estes anos de exercício de funções na escola e na biblioteca, tenho procurado um aperfeiçoamento contínuo das minhas competências, melhorando as habilitações académicas e profissionais.
Concluí o ensino secundário em junho de 2008, na Epral.
Tenho frequentado ações formação de profissional, em diversas áreas, das quais destaco as seguintes:
-  Função Pessoal-Legislação Laboral (Nível III)
-  Sistemas e Periféricos Informáticos;
-  Língua Inglesa- Relações Laborais;
- Curso de Organização e Gestão dos Serviços da Biblioteca;
-  Curso de Biblioteca Escolar- Tratamento Técnico;
-  Curso de Biblioteca Escolar e Sociedade de Informação;
-  Tecnologias de Informação e Comunicação;
-  Saúde e Socorrismo;
-  Auxiliar de Ação Educativa;
Entre outras, que perfazem 526 horas de formação, que teem contribuído para melhoraram a minha capacidade de executar novas tarefas, que aplico diariamente no desempenho das minhas funções, tendo continuamente em vista, a minha progressão e desenvolvimento profissional.

  
Évora, 15 de novembro de 2017

A Assistente Operacional
Maria da Conceição Saraiva Roxo Orvalho

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Natal, Branco e Gelo


Natal, Branco e Gelo

Venho de longe, lá de Trás-os-Montes...

- Venho de longe, lá da terra onde a chuva batia de mansinho no vidro da janela, e onde às vezes, de manhã quando acordava, a paisagem estava coberta por um lindo manto branco de neve fofinha...
Nos beirais e nos ramos das árvores, existiam pendentes de gelo tão brilhantes, que pareciam cristais, que lá foram colocados de propósito, para embelezarem as ruas e os caminhos.

Depois vinha o sol brilhante ia derretendo a neve, com o passar dos dias frios de inverno se ia transformando em gelo, e desfazendo em pequenas gotas de água, até desaparecerem por completo, tal como a neve, mas havia locais mais sombrios, onde só de novo a chuva limpava por completo a neve das ruas e caminhos, surgindo de novo a verdejante e linda paisagem, daquela pacata aldeia transmontana, que muito se orgulha das suas gentes, das suas festas, das suas romarias e tradições ancestrais, que o seu povo continua a manter vivas.

O Natal era uma época festiva, de que as crianças gostavam e ainda gostam muito, embora em nossa casa houvessem poucos recursos, porque era uma família pobre, composta por um casal com seis filhas e dois filhos.
Havia tradições que se repetiam anualmente, algumas delas vou tentar descrevê-las.

A minha mãe fazia sempre a ceia de Natal tradicional, que era batatas, bacalhau, couves, cebolas e ovos tudo cozido e regadas por um bom azeite.
A minha mãe fazia sempre aletria doce, e na véspera fazia os fritos tradicionais da nossa terra que era rabanadas, bolinhos de bacalhau, bolinhos de abóbora e de abóbora gila, que tal como os restantes legumes e batatas era tudo cultivado por nós, na nossa terra, onde fazíamos agricultura de subsistência.
Na véspera de Natal, colocávamos os sapatos junto à lareira onde os nossos pais, durante a noite depois de nós adormecermos, iam colocar um saquinho com confeites doces e coloridos, figos secos, alguns biscoitos e um lenço de assoar com desenhos infantis pintados e nós ficávamos muito felizes com as prendinhas do Menino Jesus, era isso que nos diziam os nossos pais.
Ao serão, brincávamos uns com uma pionita de quatro faces, cada uma com uma letra, R de raspa, T de tira, P de põe e D de deixa, onde íamos ganhando ou perdendo os nossos doces, que no fim restituíamos aos que perdiam.

O nosso pai era um excelente contador de histórias antigas, e então sentava-se à lareira, que de inverno estava sempre acesa, e nós sentávamo-nos uns ao colo, outros agarrados ao seu pescoço e outros à sua volta, e aí ele contava a história do Dom Caio, eu cai, eu cai, a da João Grilo, pobre grilo onde tu te meteste, a da Raposa e da Cegonha, que se enganaram mutuamente com as papas no prato raso ou dentro do frasco, a do Touro Azul, um touro mágico amigo da princesa, pobre Maria Suja, que era a minha preferida e muitas outras que ele nos contava e que nós adorava-mos ouvir.
Quando crescemos passámos a querer ir ao baile da aldeia, e fomos perdendo algumas dessas tradições.

Há algumas de que em nossa casa não dispensamos, que são a ceia mantem-se, só acrescentamos o polvo cozido porque o meu filho não gosta de bacalhau, e acrescentamos um pudim de leite condensado, receita da minha filha e de que todos gostamos muito. Tenho muito boas lembranças dos Natais da minha infância, ainda hoje é a festa anual de que mais gosto, porque é a festa da família.


Évora, 09 de Outubro de 2017

Maria da Conceição Saraiva Roxo Orvalho
Breves dados biográficos:
Sou natural de Vila Pouca de Aguiar em Trás-os-Montes. Tenho um casal de filhos, duas netas e um neto, que adoro. Vivo há muitos anos na linda cidade de Évora, Património Mundial da Unesco. Trabalho na biblioteca de uma escola secundária da cidade. 
Já participei nas Coletâneas da Editora Lua de Marfim: “Confissões, Premonições, Obsessões, Poema-me e Sentidos: Sexto Sentido I”. Participei também com 2 poemas, na Coletânea “Som de Poetas”, e em A Minha Vida Dava um Filme, da Editora Papel D’Arroz.