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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Páscoa

Folar de Ovos









Ingredientes:
Farinha de trigo
Ovos
Sal
Fermento de padeiro
Azeite
Manteiga
Processo de Fabrico:
Coloca-se a farinha num recipiente, faz-se uma cavidade e deitam-se os ovos que foram colocados previamente em água aquecida. Batem-se vigorosamente durante um período de cerca de 15 minutos, juntando-se gradualmente mais farinha. Prepara-se um pouco de água morna, onde se mistura o sal e o fermento de padeiro, para seguidamente se juntar à massa batendo muito bem.
Junta-se a gordura (manteiga previamente derretida e azeite) e continua a bater-se intensamente até todos os ingredientes se misturarem bem. Quando se obtiver uma massa aveludada vai a levedar cerca de uma hora, agasalhada em lençóis e num ambiente aquecido.
Quando o forno estiver quente tende-se a massa: corta-se em pedaços, molda-se em círculos com as mãos, coloca-se a carne e dá-se-lhe a forma. A cozedura demora cerca de 1h15m.


Folar de Carne


Ingredientes:
Farinha de mistura
Sal
Fermento de padeiro
Carne de Porco
Processo de Fabrico:
Coloca-se a farinha num recipiente, faz-se uma cavidade e deitam-se os ovos que foram colocados previamente em água aquecida. Batem-se vigorosamente durante um período de cerca de 15 minutos, juntando-se gradualmente mais farinha. Prepara-se um pouco de água morna, onde se mistura o sal e o fermento de padeiro, para seguidamente se juntar à massa batendo muito bem. Quando se obtiver uma massa aveludada vai a levedar cerca de uma hora, agasalhada em lençóis e num ambiente aquecido.
Corta-se a linguiça e a carne da barriga de porco em pequenos pedaços. Quando o forno estiver quente tende-se a massa: corta-se em pedaços, molda-se em círculos com as mãos, coloca-se a carne e a linguiça e dá-se-lhe a forma. A cozedura demora cerca de 1h30m.

Páscoa

Lenda do Folar da Páscoa

Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que tinha como único desejo na vida o de casar cedo. Tanto rezou à Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos...

A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa e enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer. Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre. Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa sorriu-lhe. No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido ideia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina. Inicialmente chamado de "folore", o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. Durante as festividades cristãs da Páscoa, o afilhado costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de baptismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Páscoa

Páscoa em Terras do Verde Minho

Em todo o Minho, o Domingo e a Segunda-feira de Páscoa e em muitos locais o Domingo de Pascoela, são celebradas com o "compasso" que vai de porta em porta.

É hábito por estas paragens conceder o "folar" ao pároco que visita as casas. As ofertas são variadas… por exemplo em Serdedelo as raparigas solteiras esperam o padre à entrada da porta, oferecendo-lhe um "raminho" que deverá transportar até outra casa onde lhe entregam novo "raminho". Mas as oferendas podem passar, também, pelo açúcar, arroz e ovos. Algumas Aldeias e freguesias minhotas possuem tradições muito próprias. O "compasso" em Vitorino das Donas, na Ribeira Lima, é conduzido por homens, que para se protegerem do sol, usam os célebres "cachenés" dos fatos regionais. É vê-los pelas ruas da freguesia, ao som dos foguetes lançados por quase todas as moradias, de lenço na cabeça como se de mulheres se tratassem. Uma das vivências mais particulares na Ribeira Lima é o “jantar do Mordomo da Cruz”. Cabe àquele que transporta a Cruz oferecer um repasto a toda a freguesia. É assim em Fontão (Ponte de Lima) e Meixedo (Viana do Castelo). Há anos em que à mesa de sentam cerca de 500 pessoas.No concelho de Viana do Castelo, na Freguesia de Cardielos, podemos assistir à velha tradição do “Bife da Páscoa” em que os homens da freguesia se juntam para, em jeito de concurso, elegerem o maior glutão. Em Braga, realizam-se, durante a semana santa, 5 procissões, das quais se destaca a Procissão do Ecce Homo, na Quinta-feira Santa, pelas 22h, guiada pelos Farricocos (homens com grosseiras vestes de penitência, descalços e encapuçados, de cordas à cinta, como outrora os penitentes públicos), empunhando matracas e fogaréus.