sexta-feira, 20 de novembro de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
MULHER
Mulher
Mulher é aquela
que é muito bela
que vai à janela
ver quem chama por ela
É o moço gingão
que vai a passar
fala-lhe ao coração
quer com ela casar
Depois de casar
a vida de princesa
está a acabar
com toda a certeza
Cada dia a passar
lá está ela
na mesma janela
à espera dele para
jantar
E surgem os ciúmes
e a proibição
só há queixumes
na sua relação
Mulher é aquela
que pode ser frágil
ou ser valente
com o seu passo ágil
Mulher que sai
com passo apressado
onde será que vai?
foge para outro lado
Aquele que lhe oferece
uma maior segurança
porque ele não merece
a sua confiança
Mulher que fugia
pelos campos fora
sem saber onde ia
naquela triste hora
Mulher com o coração
muito magoado
vive em aflição
ele não é perdoado...
sábado, 4 de outubro de 2014
Mãe
Maria Mãe de Jesus,
também é esse o nome
daquela que me deu à luz,
pois a minha querida mãe
é Maria de jesus.
Minha e de meus irmãos
todos juntos somos oito,
dois homens e seis mulheres,
e somos todas Marias,
no nosso primeiro nome,
mas só a nossa querida mãe
dá pelo nome Maria.
A primeira é a Helena,
e depois é a Odete,
seguida do Manuel,
e depois vem o José,
seguido da Conceição,
e depois é a Elvira,
seguida da Adelaide
por último a Nazaré.
Mais maridos e mulheres,
filhos, netos e bisnetos,
fazemos da nossa família,
a força desta união.
Em cada dia que passa,
mesmo longe uns dos outros,
estamos sempre muito juntos,
nas férias do Natal e da Páscoa
e sempre que conseguimos,
continuamos unidos,
junto da nossa querida mãe.
Mesmo que ela esteja ausente,
nalguns momentos em que,
a sua memória a atraiçoe.
Com muito amor e carinho,
ontem, hoje e para sempre,
bem alto vamos dizer,
que Maria de Jesus
é a nossa querida mãe.
São Roxo Orvalho,
Évora,
18/02/2013
São Martinho
Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França.
Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, chamada Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.
Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.
De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola.
Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar, então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa, cortou-a ao meio e deu metade ao pobre.
Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram.
Parecia que era Verão!
Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom.
É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho.
Magusto:
- É a festa em que se assam as castanhas para comer à roda da fogueira, onde se canta e dança, em saudáveis convívios.
- É a época em que os ouriços caiem dos castanheiros nos soutos do norte de Portugal, se abrem e soltam as castanhas maduras, prontas a serem consumidas.
Dois provérbios:
- No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho.
- No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
- Tem a ver com o momento em que, depois das vindimas, nos meses de Setembro e Outubro, o vinho está pronto para se provar.
Na minha terra era tradição, assarem-se sardinhas para comer com broa de milho e castanhas assadas.
A Menina das Sardas
A Menina das Sardas
Era uma vez uma menina chamada Maria da Conceição, cujo nome é uma homenagem à Santa Padroeira da Vila, com o rosto preenchido por pequenas pintinhas castanhas”sardas”, loira com um tom arruivado, gordinha e bem disposta, era a alegria da sua grande família.
Nasceu numa quinta agrícola perto de a pequena aldeia de Nozedo, situada em Trás-os-Montes.

Era uma vez uma menina chamada Maria da Conceição, cujo nome é uma homenagem à Santa Padroeira da Vila, com o rosto preenchido por pequenas pintinhas castanhas”sardas”, loira com um tom arruivado, gordinha e bem disposta, era a alegria da sua grande família.
Nasceu numa quinta agrícola perto de a pequena aldeia de Nozedo, situada em Trás-os-Montes.

Foi a quinta filha de um pobre casal de agricultores, que tiveram oito filhos, seis raparigas e dois rapazes, que lhes deram treze netos e nove bisnetos, com mais um a caminho, deram-lhes também muitas alegrias e algumas tristezas.
Este humilde casal criou os seus filhos com bastantes dificuldades, trabalharam muito para os sustentarem enquanto eram pequenos.
A quinta era pertença de uma família abastada da região, cujo dono o Dr.G.C.que fora Presidente da Câmara Municipal durante vários anos, antes do 25 de Abril de 1974, a quem o povo venerava, quando ele passava na rua os munícipes tiravam o chapéu e faziam uma vénia em sinal de respeito e ele estendia logo a mão para o cumprimentar, fosse pobre ou rico.
Este humilde casal criou os seus filhos com bastantes dificuldades, trabalharam muito para os sustentarem enquanto eram pequenos.
A quinta era pertença de uma família abastada da região, cujo dono o Dr.G.C.que fora Presidente da Câmara Municipal durante vários anos, antes do 25 de Abril de 1974, a quem o povo venerava, quando ele passava na rua os munícipes tiravam o chapéu e faziam uma vénia em sinal de respeito e ele estendia logo a mão para o cumprimentar, fosse pobre ou rico.
Ele e sua mulher Dra. Celestinha, eram os padrinhos de baptismo desta menina, a quem ela tinha grande afecto, e às suas duas lindas filhas.
A menina Tilinha a mais velha, era muito bonita, pequena de cabelo curto ondulado e escuro, voz muito bonita como a mãe, e a menina Virinha,era alta esguia de cabelo muito comprido loiro, muito liso, rosto branco e lindos olhos verdes como o pai, eram idolatradas pela Sãozinha, como a tratavam em casa dos padrinhos.
Depois da revolução de Abril, o povo prestou-lhe homenagem dando o seu nome ao pavilhão desportivo da
vila. 
A menina Tilinha a mais velha, era muito bonita, pequena de cabelo curto ondulado e escuro, voz muito bonita como a mãe, e a menina Virinha,era alta esguia de cabelo muito comprido loiro, muito liso, rosto branco e lindos olhos verdes como o pai, eram idolatradas pela Sãozinha, como a tratavam em casa dos padrinhos.
Depois da revolução de Abril, o povo prestou-lhe homenagem dando o seu nome ao pavilhão desportivo da
vila. 
Quando a menina das sardas tinha mais ou menos três anos, e depois de um acidente em que morreu enforcada uma vaca na manjedoura da quinta, a família toda mudou-se para a aldeia de Cidadelha, terra natal a mãe da menina, para uma grande casa alugada, cuja renda era de 100$00 por mês, o que era bastante para a década de sessenta.
A menina de quem vamos falar era muita viva, alegre, inteligente e muito sonhadora.
A menina de quem vamos falar era muita viva, alegre, inteligente e muito sonhadora.
Pelo menos uma vez por ano, no Domingo de Ramos, ela, com a sua irmã Vira, acompanhadas pela irmã mais velha a Lena, faziam uma visita ao lindo palacete onde viviam os padrinhos, onde conviviam com as suas filhas, cuja madrinha lhes dava de folar de Páscoa, uma peça de tecido para fazerem uns vestidos ou uns fatos de saia e casaco, o que para aquela época era um grande luxo e que estriavam em Setembro, durante a festa anual em honra de S. Sebastião.


Continua...
Algumas imagens retiradas de:
Algumas imagens retiradas de:
Confissões
Colectânea "Confissões" -
Participantes apurados
________________________________________
21 de Agosto de 2014 às 10:46
Para: Antologias Lua de Marfim
Bcc: conceicaoorvalho@gmail.com
Amigos da LUA
Terminámos agora o processo de
análise dos textos recebidos e queremos dar-lhe os parabéns por ter sido um dos
participantes cujo texto foi seleccionado e aprovado para publicação na nossa
colectânea "CONFISSÕES", com lançamento agendado para o dia 20 de
Setembro próximo, pelas 15 horas, no Auditório do Campo Grande, em Lisboa.
Junto enviamos declaração que
deverá ler atentamente, assinar e devolver-nos, no prazo de cinco dias (por
esta via ou via CTT para a nossa morada que vai indicada no final deste
e-mail), conjuntamente com cópia do seu documento de identificação (caso já nos
tenha facultado cópia do seu documento de identificação no processo de
publicação da anterior colectânea “Cartas”, não precisa de o fazer agora,
bastando enviar a declaração assinada).
Relembramos que o cumprimento deste
requisito é obrigatório, pelo que, caso os documentos solicitados não sejam
recepcionados no prazo indicado, o texto não poderá ser incluído na colectânea
– e aí a LUA não sorri
Abraços,
da LUA que sorri
JCom os nossos melhores cumprimentos,
Lua de
Marfim Editora, Lda.
Praça José António Veríssimo, 5
C. Com. 84 - Loja 7
2625 – 162 Póvoa de Santa Iria
Telefone: 21 959 48 17
Fax: 21 959 48 17
Telemóvel:
00351 96 625 86 31
00351 96 625 86 31
Dep. de
Antologias / Colectâneas / Passatempos
Facebook: Lua De Marfim Editora
Saudades da Minha Aldeia
Saudades da Minha Aldeia
Em cada dia que passa,
lembro a pequena aldeia,
das terras de Aguiar,
para lá de Trás-os-Montes.
Para sempre vou lembrar,
quando na rua jogava,
à macaca, às escondidas,
a saltar à corda e a brincar,
com as minhas queridas amigas.
Da linda festa de verão,
num domingo de setembro,
com as procissões a passar,
das velas, do gado e dos anjinhos,
Com a banda a tocar,
na missa e no arraial,
para sempre vou lembrar,
nas terras de Aguiar,
a minha terra
natal...
São Roxo Orvalho
Mãe
Mãe
A linda palavra Mãe,
Maria Mãe de Jesus,
também é esse o nome
daquela que me deu à luz,
pois a minha querida mãe
é Maria de jesus.
Minha e de meus irmãos
todos juntos somos oito,
dois homens e seis mulheres,
e somos todas Marias,
no nosso primeiro nome,
mas só a nossa querida mãe
dá pelo nome Maria.
A primeira é a Helena,
e depois é a Odete,
seguida do Manuel,
e depois vem o José,
seguido da Conceição,
e depois é a Elvira,
seguida da Adelaide
por último a Nazaré.
Mais maridos e mulheres,
filhos, netos e bisnetos,
fazemos da nossa família,
a força desta união.
Em cada dia que passa,
mesmo longe uns dos outros,
estamos sempre muito juntos,
nas férias do Natal e da Páscoa
e sempre que conseguimos,
continuamos unidos,
junto da nossa querida mãe.
Mesmo que ela esteja ausente,
nalguns momentos em que,
a sua memória a atraiçoe.
Com muito amor e carinho,
ontem, hoje e para sempre,
bem alto vamos dizer,
que Maria de Jesus
é a nossa querida mãe.
São Roxo Orvalho
Benfica
Que bem que fica
este Benfica
dá alegria
é com fervor
que o povo grita
viva o Benfica
e lá vão três
as nossas taças
dão muitas graças
as nossas massas
gritam bem alto
e os carros passam
pelo asfalto
com as bandeiras
e os cachecóis
e todos gritam
pelos heróis
que são os jogadores
e o treinador
mais o presidente
que estão contentes
e sorridentes
por isso eu digo
que bem que fica
o meu Benfica!
25 de Abril de 2014
Falar do dia 25 de Abril de
1974
40 Anos depois
A Revolução do dia 25 de Abril de
1974 foi um dos acontecimentos históricos mais importantes para mim, tal como para
os demais portugueses, porque forçou Marcelo Caetano a demitir-se e a exilar-se,
consequentemente acabou com a mais velha ditadura da Europa, com a Pide,
libertou os presos políticos, instituiu a democracia e a liberdade em Portugal.
Levou às primeiras eleições livres em
25 de Abril de 1975, foram as primeiras em que todas as mulheres puderam exercer
o seu direito de voto, porque dantes só os homens podiam votar, salvo raras
exceções, para a Assembleia Constituinte, que elaborou a nova Constituição da
República Portuguesa, que passou a garantir os direitos fundamentais para a toda
a população, realço alguns que para mim são os mais importantes, tais como:
-Liberdade, igualdade, educação,
saúde, habitação, trabalho, paz...
Acabou com a guerra colonial, que
mobilizava os nossos jovens e os obrigava a fazerem uma guerra que não era a
sua, e que foi uma das principais causas para os militares desencadearem a
revolução, que deu lugar à declaração de independência desses povos,
tornando-se países independentes. Não concordo como foi feita essa
descolonização, não esqueço a guerra civil em Angola, os graves problemas da
Guiné e de Moçambique, os muitos portugueses que tiveram que fugir das colónias
para Portugal, a grande avalanche dessas pessoas, “retornados” que vieram sem
nada, muitos com crianças ao colo, que chegaram a um país deprimido e sem
condições para os acolherem dignamente.
Estamos este ano a comemorar os 40
anos da Revolução do dia 25 de Abril de 1974.
Há 40 anos atrás eu era uma jovem
trabalhadora, de 17 anos de idade, cheia de alegria, com muitos planos e sonhos
para viver.
Durante todo o dia 25 de Abril de
1974, eu era trabalhadora rural, o meu patrão era um dos maiores latifundiários
do Alentejo. Nesse dia fui normalmente para o trabalho, ouvimos no pequeno
rádio a pilhas do encarregado do pessoal, os comunicados do Movimento das
Forças Armadas (MFA) à população, para se manterem serenos e em casa, mas nós
nem tínhamos a noção do que se estava a passar, só à noite quando chegamos a
casa e vimos na televisão, é que começamos a tomar consciência do que se estava
a passar.
Depois foi a euforia do povo
libertado nas ruas, as manifestações, os comícios, as lutas a Reforma Agrária,
onde eu tive uma participação ativa, fazendo parte de uma das primeiras
comissões mistas de trabalhadores, eleita por voto dos colegas de braço no ar.
Assisti ao enorme desenvolvimento do Alentejo rural, as aldeias desenvolveram-se
imenso, havia trabalho para toda a população das aldeias, eram cultivados todos
os terrenos férteis, havia enormes rebanhos de gado nas pastagens, havia queijos,
leite e muito trigo, por isso o Alentejo era chamado celeiro de Portugal.
A minha luta pessoal contra qualquer
tipo de discriminação das mulheres, seja na família, no trabalho e na
sociedade, começou nessa altura e ainda se mantem atualmente.
Hoje caminho a passos largos para os
60 anos (tenho 57), casei a uma semana de completar 19 anos, tenho um casal de
filhos, que criei com muitas dificuldades, porque enviuvei aos 27 anos.
Sou uma pessoa positiva, de sorriso
fácil e nunca perdi a vontade de lutar por um país, onde todos possamos ter uma
vida melhor. Tenho duas netas e um neto, que me dão muitas alegrias e me enchem
de orgulho, tal como os seus pais.
O que eu tenho para dizer sobre estes
40 anos do 25 de Abril, é que avançámos muito a nível civilizacional e em
qualidade de vida.
O acesso à educação foi
democratizado, deixou de ser um privilégio de alguns, filhos das famílias das
classes mais abastadas, para passar a ser um direito, constitucionalmente
garantido, para todos os portugueses. Até para os adultos como eu, que não teve
possibilidade de estudar enquanto criança e jovem, completei o 12.º ano há
poucos anos. Eu sempre incentivei os meus filhos a estudaram, ele é licenciado
em Engenharia Agrícola, ela tem o 12.º ano, e está a completar o Curso de Técnico
Profissional de Informática de Nível IV.
A saúde passou a ser um direito
garantido na nossa constituição. Foi criado o serviço nacional de saúde, (SNS) para
universalizar o acesso à saúde de toda a população portuguesa, com isso
aumentou a longevidade e diminuiu a mortalidade, principalmente a infantil,
para níveis nunca até então atingidos.
Eu penso que passados 40 anos do 25
de Abril, avançámos muito em qualidade de vida, mas atualmente o que vejo é que
estamos a retroceder civilizacionalmente.
Há muitas famílias que incluem
crianças e jovens, a viverem na maior das pobrezas, porque não teem recursos
para viverem com um mínimo de qualidade de vida. O acesso à saúde e educação
estão cada vez mais difíceis, os impostos atingiram níveis inaceitáveis,
retirando recursos às famílias e à economia do país.
Na minha opinião, a democracia está
cada dia que passa, a ser atacada por políticas da direita radical e da Troika,
e há famílias que investiram tudo na compra da sua habitação, mas com as
altíssimas taxas de desemprego em Portugal, estão a perder essas casas, sem
recursos financeiros para as manterem.
Estamos a perder todos os direitos
adquiridos nos locais de trabalho, principalmente na função pública, os
reformados estão a ver as suas reformas diminuídas.
Há um ataque a todos os direitos e
valores porque os militares de Abril fizeram a revolução, o medo começa a calar
o povo, o que faz com que nos isolemos e baixemos os braços, em vez de sairmos
para a rua a protestar contra as políticas de direita, que nos estão a causar
muitas dificuldades.
Eu penso que a união faz a força, e
que só um povo unido pode vencer esta crise, que vai ficar para a história,
como uma das maiores porque passámos nesta democracia, por isso temos que unir
as nossas forças para a ultrapassar, lutando pelos valores de Abril, para os
manter vivos dentro de nós, e passa-los aos nossos filhos e netos.
-Viva o Dia 25 de Abril de 1974!
- Vivam os 40 anos do 25 de Abril!
- Abril de novo com a força do povo!
Évora, 25 de Abril de 2014
Conceição Orvalho
Poesia
Poesia
Ao pensar em
poesia
também penso
em poetas
que escrevem
de noite e dia
usando as
rimas certas.
Usando as
rimas certas
e também o
coração
pois, ao
pensar em poetas
eu penso em
solidão.
Eu penso que
o poeta
escreve
sempre sozinho
ao escrever
sua trova
ele está no
seu cantinho.
Eu gosto da
Florbela
da sua
grande utopia
também gosto
da Natália
e gosto
muito da Sophia.
Gosto muito
do Pessoa
também gosto
do Aleixo
escrever é
uma coisa boa
nestes versos que vos deixo.
São Roxo Orvalho
Hino de Cidadelha de Aguiar
Hino de Cidadelha de Aguiar
Ó Cidadelha
és a melhor do mundo,
moinhos no
cima,
capela no
fundo.
Tens um
terreiro
abençoado, } bis
tens um
padroeiro,
de lamas ao lado!
Ó Cidadelha,
ó terra Santa, } bis
quando o povo dorme,
regedoura canta!
São Roxo
Orvalho, Évora, 11/12/2013
Lírios Roxos
Lírios Roxos
Lírios Roxos que florescem,
Lírios Roxos que florescem,
na charneca do meu ser,
são venturas, desventuras,
que ando na vida a colher.
Lírios roxos que despontam,
entre tojos, pinhal fora,
manchas de sangue pisado,
na minha alma sofredora.
Entre trevos e macela,
surge altivo o lírio roxo,
tem o pé direito e firme,
impossível de vergar...
sofre, por isso, na cor,
as mágoas do seu pesar,
lírio roxo é altivez,
que resiste ao sol, ao vento,
mas na cor roxa que tem,
tem a cor do sofrimento.
De:
Solos de Harpa
Pinho Neno
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