sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Aldeia Global

http://ruifms.wordpress.com/2009/02/01/aldeia-global/












Minha Aldeia

Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o Mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
Com gente de todo o mundo
Que a todo o mundo pertence.


Bate o sol na minha aldeia
Com várias inclinações.
Ângulo novo, nova ideia;
Outros graus outras razões.
Que os homens na minha aldeia
São centenas de milhões...


Os homens da minha aldeia
Divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
A mesma fria certeza
Os afasta e desampara,
Rumorejante seara
Onde se odeia em beleza.


Os homens da minha aldeia
Formigam raivosamente
Com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
Cada qual é seu irmão.
Valências de fora e dentro
Ligam tudo ao mesmo centro
Numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem,
Todos os homens convergem
No centro da minha aldeia.


António Gedeão

Poesias completas (1956-1967)
Portugália Editora, Lisboa, 1978

ÉVORA






















Évora (latitude 38.6o, longitude 7o54´, altitude 30 m) está situada no Alentejo (sul de Portugal), a uma distancia de cerca de 130 km de Lisboa. A parte entre muralhas conserva bastantes traços dos seus tempos mais antigos, incluindo monumentos de várias épocas. O centro histórico de Évora faz parte da lista da UNESCO das cidades património mundial. Foi habitada no tempo dos romanos, tendo sido chamada Liberalitas Julia, e deste período restam inúmeros vestígios dos quais se destaca o templo romano conhecido por ''Templo de Diana''. Durante as invasões barbaras, Évora esteve sobre domínio visigodo. Em 715 D.C. a cidade foi conquistada pelos mouros.

Évora foi tomada aos mouros por Geraldo ''Sem pavor'' em 1166 (foral concedido por D. Afonso Henriques no ano seguinte) e tornou-se durante a Idade Média uma das mais prosperas cidades do reino, principalmente durante a dinastia de Avis (1385-1580). Em 1551 foi fundada pelos Jesuítas a universidade, e por cá passaram grandes mestres do saber da época como por exemplo Clenardo e Molina. Em 1759 foi encerrada por ordem do Marques do Pombal, aquando da expulsão do Jesuítas (universidade voltou a ser reaberta apenas em 1973). O século 18 marco o inicio do declínio da cidade de Évora.

A testemunhar a dinâmica histórica e cultural das várias épocas, ficaram os muitos e belos monumentos realizados por diferentes artistas, que hoje podem ser admirados em todo o seu esplendor.

Hoje o bonito centro histórico ocupa uma área de 105 há e possui cerca de 4000 edifícios.
Aqueduto da Água de Prata (construído pelo rei D. João III em 1531-1537 para abastecer a cidade de água; é uma sucessão de arcaria monumental que se desenvolve por mais de 8 km))
· Catedral 9-11.30am e 2-4.30pm (construção gótica, completada no século 13, com claustro ogival do século 14; a entrada principal está decorada com esculturas representado os apóstolos; o interior data do século 17 e 18; inclui o Museu de Arte Sacra)
· Capela de S. Brás aberta só para culto (foi construída em 1483 e é um exemplo interessante de gótico mourisco Alentejo)
· Paço de Vasco da Gama (residencia de Vasco da Gama a quando da sua nomeação de Conde da Vidigueira e de Vice-Rei da Índia, respectivamente em 1519 e 1524; da época é o claustrim manuelino e parte das pinturas murais que o decoram)
· Paço dos Condes de Basto (primitivo alcácer mourisco e residencia dos reis da dinastia Afonsina, encontra-se assente na muralha romano-godo-muçulmana)
· Igreja de S. Francisco 9-12am e 2.30-5.30pm (iniciada com base no modelo gótico foi concluída no período manuelino; contém no seu interior a Capela dos Ossos, totalmente revestida de ossadas humanas)
· Igreja dos Loios 9-12am e 2-5pm (construída no século 15 foi panteão dos Melos; a igreja e os claustros são góticos e a sala do capitulo manuelina; o interior da igreja está revestida a azulejos do século 18)
· Galeria das Damas do Palácio de D. Manuel (parte do que resta do palácio construído pela dinastia de Avis no século 16 em estilo gotico-renascença; Gil Vicente representou sete dos seus Autos neste palacio, dedicados às rainhas D. Maria de Castela e D. Catarina da Austria)
· Templo romano (templo do sec. 1 a 3 DC, é também conhecido por Templo de Diana; contém colunas Corintias e é um monumento único do genero em Portugal)
· Universidade de Évora Segunda a Sexta-feira das 8am-7pm (antigo colégio dos Jesuítas construído pelo cardeal-rei Henrique em 1559; possui uma bonita Sala dos Actos, um monumental claustro e inclui também uma igreja do século 16 de planta maneirista)
· Fonte renascença do Largo das Portas de Moura (construída em 1556 em estilo renascentista)
· Praça de Giraldo (centro urbano da cidade; possiu uma fonte Henriquina e uma igreja conhecida por Igreja de S. Antão, sendo ambas as construções do sec. 16; o rei D. Duarte instituiu no local o Paço dos Estaus, do qual ainda existem vestigios)
· Cromeleque dos Almendres situado a 5 km de Évora (monumento da época do neolítico)
· Anta do Zambujeiro situada a 15 km de Évora (É a maior anta da região e situa-se junto à Herdade da Mitra, Valverde)

Gastronomia
· Migas, açorda, ensopado de borrego, carne de porco à
· alentejana, sopas (tomate, cação, da panela) e gaspacho
· Doce de amêndoa, encharcada, sericá e bolo rançoso
A Sementinha

Há dias, quando cheguei,
Ao entrar na minha sala,
Encontrei uma semente
E decidi afagá-la.

Curioso, debrucei-me
Sobre ela com atenção:
Com espanto, a sementinha
Transformara-se em botão.

Cheia de jeito e de graça,
A sementeira encontrada,
Sonho, vida, primavera,
Frescura da madrugada,

Abriu-se, seguidamente,
Em sinfonia de cor:
Já não era mais semente,
Tornara-se numa flor.

É promessa de futuro,
Augúrio de leda esp’rança,
Traz com ela uma mensagem
No coração de criança.


JUSTIFICAÇÃO

Eu hoje não tive tempo
Para a graça do costume…
Não se trata de desculpa;
Muito menos de queixume.

A verdade é que os mocitos,
Cada qual bem a seu modo,
Um a um ou todos juntos
Tomaram-me o tempo todo.

Foram as horas passando
Com eles sempre ocupado:
Uns, daqui; outros dali;
Mais uns quantos a meu lado.

Cansam, cansam, é verdade,
Mas que gosto e que prazer
Em cada dia que passa
Vê-los abrir e crescer!

Do livro: Solos de Harpa
Pinho Neno
Évora, CSSB, 1993

Auxiliares de Acção Educativa

O Nosso Trabalho Merece Respeito
O trabalho dos auxiliares de acção educativa nas escolas, desde que exercido com dignidade, responsabilidade, respeito pela instituição, e por toda a comunidade educativa, assegurando o bom funcionamento da papelaria, da reprografia, da biblioteca, do bufete, do telefone, e dos vários locais da escola, apoiando pedagogicamente alunos e professores, tendo em vista a seguranca e o bom funcionamento das escolas, é importante e merece respeito.
Somos nos que muitas vezes, fazemos de pai ou mãe de alguns alunos, que nos procuram para desabafarem as suas mágoas ou frustracções, as suas alegrias, os seus amores, somos muitas vezes, o parente mais próximo dos nossos colegas, e até de alguns professores, que veem em nos amigos e companheiros da mesma jornada.

Lírios Roxos












Lírios Roxos

Lírios Roxos que florescem
Na charneca do meu ser
São venturas, desventuras
Que ando na vida a colher.

Lírios Roxos que despontam
Entre tojos, pinhal fora,
Manchas de sangue pisado
Na minha alma sofredora.

Cheira a erva, a rosmaninho,
Cobrem estevas os montes,
Sopra leve a brisa fresca,
Vem de longes horizontes.

Gralha o corvo; canta o melro;
Escondido, pia o mocho...
entre trevos e macela
Surge altivo o lírio roxo.

Tem o pé direito e firme
impossível de vergar...
Sofre, por isso, na cor
As mágoas do seu pesar.

Lírio roxo é altivez
Que resiste ao sol, ao vento,
Mas na cor roxa que tem
Tem a cor do sofrimento

De:
Solos de Harpa
Pinho Neno

Os Meus Livros


N.º de Páginas: 408
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 16 x 24 x 3 cm

Sinopse
«Anna não está doente, mas bem poderia estar. Aos treze anos e idade já passou por várias operações, transfusões e injecções para ajudar a irmã, Kate, que sofre de leucemia. Anna nasceu com esta finalidade, disseram-lhe os pais, e é por isso que eles a amam ainda mais. Mas agora ela não pode deixar de se questionar sobre como seria a vida dela se não estivesse presa à irmã... e toma uma decisão que, para a maioria das pessoas da sua idade, seria quase impensável.»
Se dependesse de nós salvar um familiar próximo, a nossa irmã que tanto amamos, não hesitaríamos em doar sangue, medula, até um rim... mas essa seria uma escolha nossa, não seria a escolha que outros fariam por nós. Anna, a protagonista desta narrativa, sente-se dividida entre ajudar a irmã que está a morrer e as dúvidas sobre a sua própria existência nesta família visto que foi gerada com o fim de salvar a irmã a quem foi diagnosticada uma forma grave de leucemia. Mais um livro desta autora que aborda um assunto polémico e emocionalmente perturbante. Mais uma leitura que nos prende da primeira à última página... e com um final surpreendente e dolorosamente inesperado!
«Se usasse um dos seus filhos para salvar outro, estaria a ser uma boa mãe... ou uma péssima mãe?»


O Livro “Para a Minha Irmã”

Acabei de ler o livro “Para a Minha Irmã” de Jodi Picoult, digo-vos sinceramente que foi umas das obras que li que mais me tocou.
A temática deste livro centra-se na procriação assistida, com o recurso à biotecnologia, para gerar um bebé (a Anna) 100% compatível com a irmã Kate, que sofria de uma leucemia muito agressiva, para a poder salvar.
Então a Anna foi sempre considerada como sendo um «banco» de sangue, plaquetas, medula óssea etc.
Durante a sua vida foi picada, espremida, sugada, sem que nunca tivessem em conta que também ela sofria, que era uma pessoa com direitos e vontades, que deviam ser respeitados, e que precisava ser amada, acarinhada como criança que era.
Quem é mãe ou pai tente colocar-se na pele desta família, que sofre ao ver a filha definhar-se a cada dia que passa e a morte à espreita, o filho Jesse não passa de um jovem rebelde e inconsequente, e a Anna a lutar na justiça pela sua liberdade, e quando esperamos um desfecho inevitável, levamos como que um soco no estômago e pensamos.
- Para que nasceu a Anna?
- Será que valeu a pena?
Este livro existe na Biblioteca da nossa Escola Secundária Severim de Faria, pode ser requisitado, eu recomendo a sua leitura, depois deixem aqui a vossa opinião sobre ele.
Enquanto estava a lê-lo, ouvi na comunicação social, que tinha nascido em Espanha o pequeno Javier, o menino espanhol Andrés, de 6 anos, ganhou mais do que um irmão, o pequeno recebeu um verdadeiro presente: a cura para uma grave anemia congénita.
- Javier é o primeiro caso em que todo o procedimento para gerar um bebé seleccionado geneticamente para salvar seu irmão foi realizado na Espanha.
O bebé, que nasceu no Hospital Virgen del Rocío de Sevilla, com 3,4 quilos, traz a esperança de dar a cura a seu irmão Andrés.
O menino sofre de beta talassemia, também pode ser chamada de Anemia do Mediterrâneo ou Anemia de Cooley. A Talassemia é uma característica do sangue transmitida de pais para filhos. Ela reduz a quantidade de hemoglobina que seu corpo pode fabricar, de maneira que pode levar à anemia.
Nas talassemias há uma alteração genética que impede que as cadeias de proteínas sejam formadas em quantidade adequada. São, portanto, alterações quantitativas da formação da hemoglobina. Se o defeito genético é na formação das cadeias alfa, as doenças daí derivadas são as a-talassemias e se na formação das cadeias beta, temos as b-talassemias. O tipo de Talassemia mais comum no mundo é a beta Talassemia, que afecta a produção de hemoglobina A1, a mais importante no corpo do adulto (97% do total.
Os pais das crianças, Soledad Puertas e Andrés Mariscal, não sabiam muito sobre células-tronco. Diante da doença de Andrés, eles começaram a investigar os possíveis tratamentos e, quando obtiveram a permissão da Comissão Nacional de Reprodução Assistida para realizar o diagnóstico genético pré-implantacional, decidiram que o procedimento era a melhor maneira de conseguir uma cura para Andrés. O diagnóstico é uma técnica que permite comprovar se um embrião está são ou não, do ponto de vista genético, antes de ser transferido ao útero materno. A nova opção terapêutica passou a ser permitida em 2006 com a aprovação da Lei de Reprodução Humana na Espanha.
" Graças a ele, Andrés poderá ficar curado e voltará a ser um menino normal " A mãe, Soledad, disse que o menino de 6 anos está consciente de que o novo membro da família pode salvar sua vida.
- Javier nasceu saudável e graças a ele nosso filho Andrés, que está desejando conhecer o irmão porque sabe que ele lhe ajudará, poderá ficar curado e voltará a ser um menino normal - afirmou Soledad Puertas em entrevista ao site Público. Até ao momento do transplante, o sangue ficará armazenado no Banco de Cordão Umbilical de Málaga.
- Este tipo de transplante, que poderá ser realizado nas próximas semanas, tem uma taxa de cura que chega a 90%. Além disso, o cordão obtido é de muito boa qualidade - explicou o director da Unidade de Genética, Reprodução e Medicina Fetal do Hospital Sevillano, Guillermo Antiñolo, ao site El Mundo.


Notícia de 11/11/2008




Hannah Jones

Adolescente inglesa ganha direito a morrer dignamente



Ao fim de oito anos de tratamentos médicos, uma menina de 13 anos recusou um transplante de coração e o hospital recorreu aos tribunais ingleses para forçá-la a receber o coração novo. Hannah Jones diz querer "morrer com dignidade" junto da família e amigos e o tribunal considerou que Hannah é suficientemente madura para tomar esta decisão.

Hannah Jones teve leucemia aos cinco anos de idade e desde então não tem parado de recorrer aos cuidados hospitalares com frequência. Os medicamentos que teve de tomar para combater a doença enfraqueceram o coração e no ano passado os médicos apontaram o transplante como única solução para lhe prolongar a vida.A jovem inglesa recusou ser submetida ao transplante, que a obrigaria a medicação constante para o resto da vida, caso a operação tivesse sucesso. Mas o Herefordshire Primary Care Trust, responsável pelo tratamento, pôs uma acção em tribunal para obrigar Hannah a aceitar o transplante.Ouvida por um técnico da protecção de menores na sua cama de hospital, Hannah reiterou a sua decisão, dizendo que queria passar o resto da sua vida em casa, junto da família e amigos. O depoimento foi levado ao supremo tribunal de Londres, que decidiu que Hannah é suficientemente madura para tomar aquela decisão. O grupo hospitalar acabou por retirar a queixa, mas os pais de Hannah não esquecem o drama adicional que viveram nos últimos meses. "Pensar que os responsáveis hospitalares acharam que não pusemos em primeiro lugar os interesses da nossa filha é absolutamente insultuoso", disse o pai, Andrew.Hannah queria cumprir o sonho de ir de férias à Disneylandia, e até tinha a viagem financiada pela associação de caridade Cauldwell Children. Mas agora viu-se obrigada a cancelar, porque o pai não conseguiu encontrar uma agência que lhe fizesse um seguro de viagem.

J
odi Picoult


Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa correctora, foi copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi professora de inglês. Aos 38 anos é autora de onze best sellers e em 2003 foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction


Outras Obras desta autora:


N.º de Páginas: 372
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 16 x 23 x 3 cm


Sinopse

Nina Frost é delegada adjunta do Ministério Público, acusa pedófilos e todo o tipo de criminosos que destroem famílias. Nina ajuda os seus clientes a ultrapassar o pesadelo, garantindo que um sistema criminal com várias falhas mantenha os criminosos atrás das grades. Ela sabe que a melhor maneira de avançar através deste campo de batalha vezes sem conta, é ter compaixão, lutar afincadamente pela justiça e manter a distância emocional.
Mas quando Nina e o marido descobrem que o seu filho de 5 anos foi vítima de abuso sexual, essa distância é impossível de manter e sente-se impotente perante um sistema legal ineficiente que conhece demasiado bem. De um dia para o outro o seu mundo desmorona-se e a linha que separa a vida pessoal da vida profissional desaparece. As respostas que Nina julgava ter já não são fáceis de encontrar. Tomada pela raiva e pela sede de vingança, lança-se num plano para fazer justiça pelas próprias mãos e que a pode levar a perder tudo aquilo por que sempre lutou.


N.º de Páginas: 436
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 15,5 x 23,5 x 3 cm

Sinopse

Aceitava realizar o último desejo de um condenado para salvar a vida de um filho? Com uma sensibilidade literária invulgar, Jodi Picoult conduz uma vez mais o leitor a uma encruzilhada moral. Como é que uma mãe concilia a trágica perda de um filho com a oportunidade de salvar a alma de um homem que odeia?
Shay foi condenado à morte por matar a pequena Elizabeth Nealon e o padrasto. Onze anos mais tarde, a irmã de Elizabeth, Claire, precisa de um transplante de coração e Shay, que vai ser executado, oferece-se como dador. Este último desejo do condenado complica o plano de execução, pois uma injecção letal inutilizaria o órgão. Entretanto, a mãe da criança moribunda debate-se com a questão de pôr de parte o ódio para aceitar o coração do homem que matou a sua filha. Picoult hipnotiza o leitor com uma história de redenção, justiça, e amor.
N.º de Páginas: 456
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 15,5 x 23,5 x 3,5 cm

Sinopse

Em Uma Questão de Fé, Jodi Picoult lança-se uma vez mais numa temática polémica sobre fé, traição, milagres e mistério… mas o fio condutor da narrativa é sempre a força do amor maternal.
Pela segunda vez no seu casamento, Mariah White apanha o marido com outra mulher, e Faith, a filha de ambos, assiste a cada doloroso momento. Após o inevitável divórcio, Mariah luta contra a depressão e Faith começa a conversar com um amigo imaginário. A princípio, Mariah desvaloriza o comportamento da filha, atribuindo-o à imaginação infantil. Mas quando Faith começa a recitar passagens da Bíblia, a apresentar estigmas e a fazer milagres, Mariah interroga-se se sua filha não estará a falar com Deus. Quase sem se aperceberem, mãe e filha vêem-se no centro de polémicas, perseguidas por crentes e não-crentes e apanhadas num circo mediático que ameaça a pouca estabilidade que lhes resta.



N.º de Páginas: 340
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 15 x 23,7 x 2,5 cm

Sinopse
Daniel Stone era o único rapaz branco da vila esquimó do Alasca onde a mãe dava aulas. Por ser diferente, todos troçavam dele sem misericórdia e ele retribuiu tornando-se o pior dos adolescentes, roubando, bebendo e assaltando, até um dia deixar a vila. Quinze anos depois, Daniel é uma pessoa totalmente diferente: um pai calmo e atencioso, autor de banda desenhada, casado com uma professora que dá aulas sobre Dante e o seu Inferno. Trixie, a filha de ambos, é tudo para Daniel.
Mas toda esta calma é perturbada no dia em que Trixie é violada numa festa e Daniel começa a debater-se novamente com uma impotência e uma raiva que podem destruí- lo a si e à sua família.
O Décimo Círculo questiona até onde somos capazes de ir por alguém que amamos e quantas vezes somos capazes de nos reinventar até os nossos erros desaparecerem para sempre ou voltarem para nos assombrar quando menos esperamos.
Mas este livro mostra que existe mais do que uma maneira de contar uma história. No livro encontramos também a banda desenhada de Daniel Stone que conta a história de uma rapariga que é raptada pelo diabo e levada para o inferno de Dante, e do pai que literalmente desce ao inferno para salvá-la.
Este livro viaja desde os corredores de um liceu moderno até uma vila isolada no Alasca, e do inferno até ao coração desfeito de um pai.


Edição: 2007
Páginas: 532

Sinopse

Mais uma vez, Picoult aborda um assunto delicado na sociedade contemporânea, um tiroteio no liceu, levantando perguntas como: o seu filho pode tornar-se num mistério para si? O que significa ser diferente na nossa sociedade? É justificável para uma vítima ripostar? E quem - se é que alguém - tem o direito de julgar outra pessoa?
Em Sterling, New Hampshire, Peter Houghton, um estudante de liceu com dezassete anos, suportou anos de abuso verbal e físico por parte dos colegas.
O seu amigo, Josie Cormier, sucumbiu à pressão dos colegas e agora dá-se com os grupos mais populares que muitas vezes instigam o assédio. Um incidente de perseguição é a gota de água para Peter, que o leva a cometer um acto de violência que mudará para sempre a vida dos residentes de Sterling.

Vila Pouca de Aguiar

Cidadelha de Aguiar

Cidadelha de Aguiar fica situada entre a Serra do Alvão e a Serra da Padrela a norte do vale de Aguiar.É limitada a Norte por Pedras Salgadas, a Sul por Vila Pouca de Aguiar, a nascente por Nuzedo e a Poente por Cabanes.É uma aldeia de fracos recursos, o que levou bastantes dos seus habitantes a emigrar, à procura de melhores condições de vida; a emigração tem contribuído para um aumento de habitações (tipo vivenda), as quais são ocupadas pelos seus proprietários, só durante o pequeno período de férias.

Da população residente, alguma dedica-se à agricultura e pecuária; outra trabalhando nas empresas de construção civil e extracção e transformação de granitos, e outra, ainda, empregue no sector de serviços, principalmente na Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar.Não há em Cidadelha de Aguiar centro de Convívio, o ponto de encontro de grande parte da população, faz-se nos cafés existentes na aldeia; juntam-se para jogar às cartas, dominó e entretimento nas máquinas de jogo.Nesta aldeia, realiza-se a festa anual, dedicada ao seu padroeiro S. Sebastião.

A nossa aldeia é muito antiga e fica a cerca de 2 km de Vila Pouca de Aguiar.
Um arqueólogo chamado Leite de Vasconcelos diz que Cidadelha vem de "civitaculo," diminutivo de Cidade.
Não muito longe da aldeia há um lugar chamado Rigidoura pelo ruído das águas.
Junto a essa cascata vemos um penedo sobre outra que posssivelmente seria uma anta ou dólmen. Ali, em tempos remotos, teria havido um castelo onde se vêem ainda hoje restos de muros, duma possível cidade ou fortaleza romana.
O foral desta aldeia foi dado por D. Sancho I em 1224.
Existem aqui mais vestígios do passado como: a ponte romana, a estrada romana, casas senhoriais com capela e Relógio de Sol, fontes de mergulho, moinhos de água e um cruzeiro.
Há também outros edifícios menos antigos, mas importantes para as pessoas de Cidadelha de Aguiar como: a capela edificada em 1959, onde existia uma outra que era insuficiente para o culto religioso da aldeia. Também uma escola que foi restaurada e inaugurada em 26 de Fevereiro de 2000.

Os Baldios de Cidadelha de Aguiar são formados pela floresta que circunda a aldeia . Para gerir os baldios foi eleito no dia 7 de Novembro de 1976 um Conselho Directivo. Esse Conselho Directivo é eleito de dois em dois anos.
A nossa floresta é atravessada por um rio chamado Avelâmes que é afluente do rio Tâmega.
No nosso rio há trutas e alguns moinhos de água.
Os Baldios são utilizados para extrair madeira, resina, lenha, matos, apicultura, colheita de cogumelos, aproveitamento de pedra, saibros e águas. adquirir construiu um sistema de regadio, reparou
As espécies florestais predominantes são: pinheiro bravo, vidoeiro, carvalho americano e castanheiro.
Também existem alguns animais de caça como: coelhos, lebres, perdizes, pombos bravos e javalis.
O Conselho Directivo com o dinheiro que conseguiu caminhos rurais e dois pontões na aldeia, edificou a sala colectiva de ordenha, construiu bebedouros para animais, construiu casas de compartes, um campo de futebol balneários e um muro na escola.
Para Proteger a mata contra os incêndios o concelho Directivo limpa a mata, abre estradas e fez uma presa de retenção de água que apoia ao combate dos incêndios.
Vila Pouca de Aguiar

Encravado entre as serras do Alvão e da Padrela, o concelho de Vila Pouca de Aguiar é um dos seis municípios que constituem a Região de Turismo do Alto Tâmega e Barroso. A sua localização geográfica é um pouco díspar. Se algumas freguesias se alinham junto ao vale, outras ocupam os recôncavos da serra. A sede do concelho instalou-se prazenteiramente a 800 metros de altitude, nas nascentes do rio Corgo, tributário do Douro, que rasga a vila e zona circundante por entre vergéis viçosos e profícuos campos de cultivo.

De salientar o seu subsolo, cheio de riqueza mineral, devendo destacar-se a zona de Jales e de Trêsminas. Em termos de recursos naturais, sublinhe-se a estância termal e as águas de Pedras Salgadas. E há também por aqui, pegadas e histórias de outras idades, pertença dos homens. Iberos, celtas, romanos, godos e árabes, terão escolhido esta zona para habitar e explorar. Na região planáltica descobrem-se aqui e ali, impressionantes aglomerados.

CaracterizaçãoAs Termas de Pedras Salgadas são uma estância minero-medicinal que constitui importante pólo de desenvolvimento turístico. Emoldurada por uma extensa área florestal, a estância dispõe de balneários em estilo "Belle Époque". São quatro as nascentes termais: D. Fernando, Grande Alcalina, Penedo e Pedras Salgadas. As suas águas são hipotermais, mesossalinas, gasocarbónicas e silicatadas. Sendo uma das águas de mesa portuguesas mais apreciadas revela as suas qualidades curativas no tratamento de doenças do aparelho digestivo, diabetes e colesterol.O edifício do casino, agora adaptado a centro de congressos e reuniões, é um belo exemplo arquitectónico que data de 1910.

O Castelo de Aguiar da Pena é considerado um dos monumentos mais importantes do concelho de Vila Pouca de Aguiar. Implantado estrategicamente no vale de Aguiar, as suas características permitem integrá-lo dentro dos castelos "Roqueiros", conjugando a sua localização com o aproveitamento de um conjunto de afloramentos rochosos, um dificultado acesso e um bom campo de visão. Situado num pico ligeiramente avançado em relação ao Alvão, conseguiu obter um campo de visão privilegiado que ainda hoje preserva. O castelo de Aguiar está actualmente classificado como Monumento Nacional estando portanto sobre alçada do IPPAR.

As grandes galerias de Trêsminas contam-se entre as mais impressionantes instalações da indústria mineira romana. A sua função deve ser relacionada, com a exploração a céu aberto. Tratava-se de galerias de grandes dimensões em forma de túneis, que avançavam a partir da encosta do monte possibilitando desse modo um acesso horizontal às jazidas. As galerias serviam para a extracção e, ou, drenagem das águas.

A galeria do Pilar, também denominada galeria do Buraco dos Santos, possuía um comprimento aproximado de 300 m, e era ligada com a galeria do texugo, que foi aberta no fundo do vale. Ainda hoje pode ser percorrida na maior parte da sua extensão. No fundo da galeria do Pilar, foi escavado um canal com cerca de 1 m de largura destinado à drenagem das águas de exploração a céu aberto. De acordo com o avanço da extracção, o canal teve de ser escavado até uma profundidade de cerca de 20 m.
Existem no entanto outros monumentos arqueológicos situados no distrito mineiro romano de Trêsminas e de Campo de Jales


Auto-estrada para Vila Pouca de Aguiar

Florbela Espanca

EU

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...


Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...


Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...


Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca

Pobreza

DIA INTERNACIONAL DA ERRADICAÇÃO DA POBREZA

Hoje é o dia em que nos lembramos dos pobres, dos que mesmo trabalhando todos os dias não ganham o suficiente para pagar as suas contas, e para prover para o seu sustento e o da sua família.
Hoje li que metade dos portugueses já sofreu algum tipo de pobreza, eu trabalho desde os treze anos, sempre fui pobre, sou funcionária pública há muitos anos e o meu vencimento ronda os 500 Euros, não os avultados vencimentos que a propaganda política faz diariamente, tenho grandes dificuldades para pagar as minhas contas e viver com dignidade.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Força

A Força


Eu sou uma pessoa forte,
nunca ela me faltou,
até me livrou da morte,
num tempo que já passou.

No tempo em que estamos,
que a força não me falte,
pelo futuro é que lutamos,
mas também pelo presente.

Tudo isto está negro,
cada dia está pior,
porque pessoas sem alma,
já chegaram ao poder.

Na vida dos portugueses,
falta a fé e a esperança,
não somos os seus fregueses,
e há falta de liderança...

São Roxo Orvalho

A Ambição

A Ambição


A ambição desmedida,
no mundo em que vivemos,
não deve ser premiada,
para não nos arrependermos.

Há pessoas ambiciosas,
que vendem a alma ao diabo,
vendem pais e vendem mães,
tudo por mais um trocado.

Por dinheiro vale tudo,
é o que essas pessoas pensam,
parece que são donas do mundo,
a ética não as compensam.

São frias, sem coração,
passam por cima de todos,
como se fossem um rojão,
e ficamos todos esmagados.

O que é delas está guardado,
 quando já não forem úteis,
vão para a rua, coitadas,

pois são umas pessoas fúteis...

São Roxo Orvalho

A Água

A Água


Corre a água no rio
límpida, e abundante,
passa por baixo da ponte,
muito vagarosamente.

Corre a água pela serra,
do cume até ao vale,
corre, corre pela terra,
vem lá de cima do monte.

Corre a água da nascente,
no rio até à foz,
também corre desde a fonte,
e mata a sede a todos nós.

Corre a água dos meus olhos,
com o seu sabor a sal,
corre por mim ou por ti,
corre, corre, não faz mal.

Corre a água no mar,
salgada, com grandes ondas,
corre nas nuvens do ar,

cai cá para baixo nas chuvas.

São Roxo Orvalho

Horizonte

Horizonte


Ao olhar o horizonte,
meu olhar fica distante,
tento ver lá uma ponte,
que me dê outro presente.

Olhar a água na fonte,
parada, ou a correr,
quero que o horizonte,
me diga o que fazer.

Nesta vida que vivemos,
sem futuro sorridente,
nós agora só pensamos,
como é triste este presente.

Ao olhar o horizonte,
queria ver lá uma luz,
no túnel que está distante,
para terminar esta cruz.

São Roxo Orvalho

Verão

Verão


Gosto muito do verão,
cheiinho de claridade,
mas quando ele se vai,
 fico com muita saudade.

Gosto de ir à praia,
gosto da areia dourada,
mas com ondas do mar,
 fico muito apavorada.

Gosto de ir para o campo,
passear lá na aldeia,
gosto do nosso povo,
que é gente à maneira.

Gosto muito do verão
 com cheiro a frutas maduras,
cheira a maçãs e a pêssegos,

cheira a ameixas e a uvas...   

São Roxo Orvalho

Felicidade

Felicidade


Felicidade
é uma utopia
que procuramos
de noite e dia.

Felicidade
o que será?
uma amizade
um amor, sei lá!

Felicidade
é alegria
20 de Março
é o seu dia.

Felicidade
é uma fantasia
é a saudade
do que existia.

Felicidade
eu  merecia
ter liberdade
e autonomia.

Felicidade
será que existe
o nosso povo
anda muito triste.


São Roxo Orvalho 

Falinhas Mansas

Falinhas Mansas



(Ela ou ele)

Ela falava, falava,
e nada dizia,
quanto mais ela falava
menos eu  percebia,
e então eu pensava,
que grande hipocrisia!

Porque ela falava, falava,
e nada dizia,
porque quando ela falava
não dizia o que pensava,
só o que lhe convinha,
ou o que o outro queria ouvir,
por isso,
quando ela falava,
eu só pensava,
que hipocrisia!

Porque ela falava, falava,
e nada dizia
porque era falso
tudo o que dizia,
pois ela não pensava,
só falava, falava,
e nada dizia...

São Roxo Orvalho