domingo, 29 de outubro de 2023
sábado, 24 de junho de 2023
sábado, 3 de junho de 2023
domingo, 30 de abril de 2023
Escrita Criativa Os Livros 1
Escrita Criativa Os Livros 1
Poema Os Livros
1- Livros
são papéis pintados com tinta
2- Ponho
neles a semente dos versos que granjeio
Estão à espera que hoje eu vos minta
Mas
escrever poemas é tudo oque anseio
3- Se
hoje pelo sonho é que vamos
Neste
mundo que muda em cada dia
A
paz creio que em breve alcancemos
Para
que possamos viver com alegria
Para
que o sofredor povo ucraniano
4- Numa
noite sem lua possa passear
Que
as instituições tracem um bom plano
Para
que uma paz duradoura se possa alcançar
Foi
para carregar os cereais da Ucrânia
5- Que
a barca se fez ao mar
A
Rússia roubá-los é mais uma infâmia
E
para que a fome dos povos se possa matar
Escrita Criativa "O Zé das Flores"
Escrita Criativa "O Zé das Flores" 1
Era
um homem de muito amores
Amava
as suas flores
Que
tratava com cuidado
Sempre
de chão bem regado
Assim
brotavam as flores
Como
nasciam os seus amores
Lá
em casa nasceu a Rita
Que
era muito bonita
A
Jade e o Amador
Que
estudou para doutor
A
Luísa e até o Pedro
Este
nasceu em segredo
Todos
nasceram lá sim senhor!
________________________
"O Zé das Flores" 2
Inverter
a história
Usar
esta frase
“Amor
com amor se paga”
Poema O Zé das Flores
Coitado
do Zé das Flores
Que
perdeu os seus amores
Foram
morar para o estrangeiro
Precisavam
de ganhar dinheiro
Para
comprarem uma casa
O
Zé andava com um grão na asa
Hoje
já ninguém o afaga
Nem
lhe diz, amor com amor se paga
Para
esquecer os dissabores
E o
seu jardim cheio de flores
Que
havia na sua casa
Que
ardeu como uma brasa
Durante
o inverno passado
Ele
foi abandonado
Já
não tem flores para cuidar
O
seu tempo está-se a acabar
Já
não acaba a sua mágoa
Amor
com amor se paga
Mas
ele foi abandonado
Já
não tem futuro, só tem passado
Exercício Escrita Criativa- Carta de amor
Exercício Escrita Criativa- Carta de amor
Escreva uma história de amor com as palavras:
1- tropeçar *
2- agonia*
3-azul*
4-vassoura*
5- escada*
6-indigestão*
7-bilhete*
8-espirro*
___________________________
Carta de amor
Meu amor quero-te abraçar
Descer a escada sem tropeçar
Na vassoura que ficou esquecida
Tu que és o amor da minha vida
No meu peito sinto uma agonia
Será que é alguma indigestão
É que bate forte o meu coração
Ou será por causa do teu lindo bilhete
Vou calçar os sapatos de estilete
E vestir aquele meu vestido azul
Vamo-nos encontrar na zona sul
Não te atrases se não embirro
Dei agora um enorme espirro
Será que vou ficar doente?
Ou é uma partida da minha mente
Que é muito prodigiosa
Às vezes é muito astuciosa
Ou é o meu sexto sentido
Que está murmurando ao meu ouvido
Que esta noite vai ser um fiasco
Que o nosso amor vai ser um fracasso.
O Circo
O Circo
No circo
há muita ilusão
Há
leopardos e leões
Há
palhaços trapalhões
Que fazem
muita confusão
Há um
cantor sem voz
Porque
sofreu uma comoção
Há uma
bailarina coxa
Que caiu
do trampolim
Porque a
corda estava frouxa
E, ela
coitada ficou assim
Há um
contorcionista com dores nas costas
Porque
não fez bem o aquecimento
Agora
procura as respostas
Por tão
grave acontecimento
Há um
mágico trapalhão
Que ao
tirar um coelho da cartola
Arranjou
uma grande confusão
Quando
lhe saiu uma pistola
Aromas de Poesia
Aromas de Poesia
Os aromas de poesia
São os aromas do dia
Daquela rosa encarnada
Que está a ser desfolhada
Da flor de laranjeira
Que trago na algibeira
De um pau de canela
Que pus dentro da panela
Esta raspa de limão
Cheira bem na minha mão
Que coloquei na aletria
E que comi com alegria
Cheira bem a hortelã
Que está dentro da sertã
Cheirava à luz da candeia
Antigamente na aldeia
Gosto do cheiro dos livros
Mesmo antes de serem lidos
Cheira a cal fresca na parede
E à relva ainda verde
Gosto do aroma do perfume
E da lenha a arder no lume
Quase 50 anos do 25 de Abril de 1974
Quase 50 anos do 25 de Abril de 1974
Foi em
Abril de 1974
Que o
nosso povo ganhou
A tão
sonhada liberdade
Eu era
uma jovem mulher
Era
tenra a minha idade
E
nenhuma informação
Era
quase uma ignorante
Da
política da nossa Nação
As
poucas lembranças que tenho
Algumas
são da minha aldeia
Foi ver
um piloto, parente meu
Que
pilotava um pequeno avião
Lançar
panfletos do céu
Fazendo
um voo rasante
Na
campanha de uma eleição
Para
eleger um novo presidente
Era para
eleger o Umberto Delgado
Que
depois foi morto pela PIDE
Acabando
assim o seu legado
Foi à
monda nos campos do Alentejo
Que o
dia 25 de Abril me foi encontrar
Logo
pela manhã, muito cedo
Que
ouvimos no pequeno rádio
Que o
manajeiro trazia junto ao ouvido
O
locutor a ler o comunicado
A mando
da junta militar
Dizer
que a revolução tinha começado
Letra @ Letra 1
Letra
a letra vou escrever
Uma
canção de embalar
Vou
ter de me conter
Para
não te assustar
Vou
cantar muito baixinho
Abraçar-te
contra o peito
Falar-te
com muito carinho
Adormecer-te
desse jeito
Ó
meu querido netinho
Contigo
ao colo a dormir
Sento-me
no cadeirão
Ver
o teu rosto sorrir
Faz
feliz o meu coração
Ser
avó é uma alegria
E
uma grande felicidade
Que
vivo em cada dia
Deixando-me
muita saudade
Fui
avó pela terceira vez
O
que me trouxe mais sensatez
Letra @ Letra 2
Letra @ Letra 2
Escrever
letra a letra
Com
linda caligrafia
Era
uma mete a atingir
Como
não o conseguia
Só
me apetecia fugir
Mas
a nossa professora
Que
era uma pessoa exigente
Batia-nos
com a palmatória
Quando
a letra não percebia
E
quando a gente se enganava
Com
a pena que escrevia
E
o nosso texto riscava
Em
frente a todos nos dava
Um
enorme raspanete
Às
vezes a cana-da-índia
Vinha
direita às orelhas
Ou
batia na cabeça
Para
acabar com as manhas
Para
que a gente não esqueça
De
estudar bem a lição
Para
que ao fazer o ditado
Não
déssemos erros de ortografia
Por
cada erro havia
Havia
uma reguada na mão
A
gente já nem tremia
Só
o nosso coração
Muito
acelerado batia
Poema Amália
Poema Amália
A nossa querida Amália
Foi uma grande fadista
Habituei-me a admirá-la
Por ser uma enorme artista
Cantava o fado com garra
Sempre de cabeça erguida
Também chorava a guitarra
Que estranha forma de vida
De um coração independente
Numa casa portuguesa
Viveu uma paixão ardente
Tinha uma grande nobreza
Com o seu xaile traçado
E o lindo vestido negro
O seu povo muito amado
Amália chorava a cantar
Com o coração na voz
Esta uma fadista popular
Cantava para todos nós
Ó gente da minha terra
Um povo cheio de mágoas
Os jovens iam para a guerra
As mães choravam suas lágrimas
Para dar de beber à dor
Todos os sonhos eram seus
Amália cantava o amor
Também cantava a saudade
E foi por vontade de Deus
Que partiu para a eternidade
Pinóquio e a Mentira
Era uma vez um velho carpinteiro
Para acabar com a sua solidão
Para que fosse o seu companheiro
E assim acalmar o seu coração
Construiu um boneco de madeira
Este senhor era o Gepeto
Que levou com ele, o boneco à feira
Chamou Pinóquio, ao seu lindo
boneco
E era de um menino, o seu aspeto
Eis que surge a sua fada
madrinha
Pô-lo a andar e a falar como se
fosse um eco
Fez esta a magia com a sua
varinha
Avisou-o que, se dissesse alguma
mentira
O seu nariz, começava a crescer
Ele não acreditou, e até sorrira
Era assim, que ele queria viver
Então apareceu um grilo falante
O Pinóquio contou-lhe uma mentira
Com um olhar muito desafiante
O grilo deu-lhe um raspanete
Porque o seu nariz começou-lhe a
crescer
O Pinóquio não gostava de estudar
E tinha muita pressa de viver
Só pensava de pelo mundo viajar
Mas para o circo teve de ir
trabalhar
Depois fugiu e foi parar ao mar
E engolido por uma baleia depois de
naufragar
Até que Gepeto o foi lá resgatar
Levou-o para casa, depois de o
avisar
Que a mentira tem a perna curta
Só dura, até ser apanhada pela
verdade
Esta é a verdade mais pura
E não é mentira, é a realidade
Poema do Enigma “O Lápis”
Poema do Enigma
“O Lápis”
É um pequeno objeto
De madeira, construído
Tem o bico embutido
Com o coração de grafite
Que é um antigo minério
Para o tirarem da terra
Têm de usar dinamite
Para mim é um mistério
Pode ser preto carvão
Ou ser de qualquer cor
Seja lá qual ele for
Serve para redigir
Com alma e coração
Mas se quiser corrigir
Basta usar a borracha
Quando a ponta não se acha
Então usa-se a afia
E continuar como queria
A lavrar a redação
E a fazer a poesia
Que é a minha paixão
Viagem do Navio Negreiro
Exercício de Escrita Criativa
Viagem do Navio Negreiro
Numa manhã de denso nevoeiro, o navio negreiro partiu da Guiné, com destino a Portugal. Iniciava a viagem com cerca de 500 escravos, homens, mulheres e crianças, transidos de medo, amontoados num escuro, húmido e frio porão, onde os gritos e as lágrimas, se misturavam com o suor e o vómito daqueles negros assustados, que nele viajavam. Quanto mais se afastava da costa, mais crescia o medo, de quem caiu em desgraça. Lá fora, as ondas batiam no casco do navio, abafando os gritos e os gemidos dos escravos.
A viagem foi longa, os negros passaram
muita fome e sede, só eram alimentados uma vez por dia, e pouco lhes matavam a
fome e a sede, muitos deles adoeceram, de escorbuto, febre amarela, varíola, sarampo
e problemas gastrointestinais, alguns deles morreram durante a viagem, mas ficaram
durante algum tempo junto com os vivos, depois eram lançados às águas do mar
revolto, que lhes serviu de cemitério.
Afilhado de guerra
O afilhado de guerra
O meu afilhado de guerra M.M.F. era natural de Mirandela, terra fria transmontana. Era militar dos comandos, fez a recruta e a especialidade em Lamego, sendo depois mobilizado para a guerra do Ultramar em 1972, primeiro para Angola, onde ia terminar a formação, depois era deslocado para a frente de combate, para qualquer uma das províncias.
No seu pelotão, tinha como companheiro, o namorado da minha irmã, que lhe falou de mim e lhe deu o meu nome e endereço.
Ele escreveu-me então uma carta, a pedir-me que fosse sua madrinha de guerra, que me senti honrada em aceitar, para ajudá-lo, da melhor forma possível, a ultrapassar as difíceis agruras da guerra.
Acabei de achar, no fundo de uma gaveta, um envelope amarelecido, tinha dentro uma carta, já um pouco rasgada e uma fotografia, do meu afilhado de guerra, vestido de uniforme, de arma na mão, junto da sua caserna.
Ele escrevia-me com frequência aerogramas, que eram mais baratos que as cartas e não pagavam portes de correio aéreo, onde desabafava todo o sofrimento diário a que estavam sujeitos, ele e os companheiros, a quem eu tentava apoiar e a dar-lhe esperança no seu regresso, são e salvo.
Contou-me, que trazia sempre ao pescoço, um fio de contas em forma de terço, que a sua mãe lhe trouxera de Fátima, onde tinha ido pedir proteção de Nossa Senhora, para o seu querido filho, que tinha sido mobilizado para a guerra, do qual ele nunca se separava, com o qual rezava diariamente, que lhe servia de consolo nas horas mais difíceis da guerra
Ele escrevia-me com muita frequência, mas ao fim de algum tempo, deixou de me escrever, e o correio que eu lhe escrevia, começou a ser-me devolvido, então o namorado da minha irmã, escreveu-lhe a contar, que o meu afilhado, tinha sido ferido perto de Benguela, que foi hospitalizado, depois transferido para Luanda, que o seu pelotão, foi enviado para Moçambique, para a zona de Tete e que tinham perdido o contacto com o meu afilhado.
Também nós, nos mudamos de vez, de Trás-os-Montes para o Alentejo, para onde o meu pai foi transferido pela CP, o que contribuiu, para que perdêssemos de vez o contacto.
Hoje, ao encontrar esta carta, com a fotografia, veio-me à memória, o meu tempo de menina moça, e todos os sonhos dos meus 15 anos.
Sou Um Bule Rachado
Exercício de Escrita Criativa - Sou Um Bule Rachado
Sou um bule rachado, sou feito de
fina porcelana, tenho cinco faces, em cada uma delas tenho um pequeno ramo de
flores azuis, em volta tenho umas finas linhas também azuis.
Fazia parte de um serviço de chá,
que os meus donos compraram em Trás-os-Montes, onde servia muitas vezes um chá
bem quentinho, às visitas da casa onde vivia.
Depois os meus donos foram embora
para o Alentejo, eu e os meus irmãos pires e chávenas, servíamos o chá às
visitas da filha dos meus donos, que tomava conta de nós.
Passados alguns anos, fomos todos
muito bem enrolados em jornais, colocados num caixote e colocados dentro de um
comboio, a caminho da casa nova dos meus donos, na linda cidade de Évora, no
Alentejo.
Um dia depois de servir um chá,
numa das muitas reuniões de família, uma das filhas dos meus donos, enquanto me
lavava, deixou-me cair dentro do lava-louça, e fez-me esta rachadela, então ela
limpou-me com cuidado e foi-me colocar dentro do louceiro, junto do restante
serviço de chá, de que fazíamos parte, e lá permaneci até ter calhado por
herança, à minha atual dona, que me guarda com todo o cuidado, mesmo sendo um
bule rachado, como se eu fosse de enorme valor.
Coitado de mim, para aqui estou
sozinho, fui separado dos meus irmãos, porque cada elemento da família quis
guardar como recordação uma peça do mesmo serviço que eu.
De vez em quando a minha dona
pega-me com todo o cuidado, lava-me e limpa-me muito bem, fica a olhar-me como
se eu fosse uma joia rara, depois, volta a colocar-me com todo o cuidado,
dentro do louceiro.
quarta-feira, 14 de setembro de 2022
VIVA A UCRÂNIA MALDITA GUERRA!
Viva a Ucrânia
MALDITA
GUERRA!
Ninguém
estava à espera,
Que
logo ao acordar,
Ver
na nossa televisão,
Gente,
outra gente matar,
Sem
nenhuma compaixão.
Ver
mães com filhos ao colo,
E
com outros pela mão,
A
fugir para os salvar.
Ao
ver essas imagens,
Dói-nos
o coração.
Esta
guerra é muito injusta,
Está
muita gente a morrer
Muitos
estão a sofrer
Porque
este grande ditador,
Ambicioso
e traidor,
Com
muita sede de poder
E
sonhos de imperador,
Do
seu palácio em Moskovskiy
Quer
matar o seu opositor,
O
SENHOR Volodymyr Zelensky,
Que
é um GRANDE PRESIDENTE,
Deste
povo defensor,
Pobre
povo sofredor!...
O
meu coração sofre
Pelo
povo da Ucrânia
Que
está cada vez mais pobre
Com
toda esta infâmia
Os Ecos De Liberdade e Paz
Os Ecos De Liberdade e Paz
Estão em Kiev, as Valquírias!
Querem saber quem são elas?
- São Mulheres lutadoras
Que lutam com o coração
Ao ouvi-las explicar
Porque vão combater
Falam com muito orgulho
Do que querem fazer
Querem ajudar os homens
Nesta luta desigual
Combater contra os russos
E também contra o Putin
Que parece um animal
Que é uma pessoa ruim
Manda matar um povo
Na sua terra natal
E todas estas mulheres
Sufocam os seus soluços
Para irem combater
Pela liberdade do povo
Que muito está a sofrer
Para que com os ecos da paz
E com os ecos da liberdade
O povo seja capaz
De viver à sua vontade!
Os Ecos De Liberdade e Paz
Os Ecos De Liberdade e Paz
Queremos ouvir na Ucrânia
Os ecos da liberdade
Acabar com esta infâmia
Na aldeia e na cidade
Que mata um povo inocente
Com toda esta maldade
Os ecos da liberdade e da paz
Devem ter prioridade
Só ela nos satisfaz
Para viver à vontade
Por isso queremos ouvir
Os ecos da liberdade
No norte, leste ou oeste
Seja no centro ou no sul
Sofre um povo a fugir
Queremos ver o céu azul
Não com bombas a explodir
Nem com buracos no chão
Feitos pelos perigosos mísseis
Balísticos e de fragmentação
Ou pelos tais, hipersónicos
Que são grandes demónios
Ninguém os consegue parar
Queremos acabar com a guerra
Para que haja paz na terra!










