sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Cartão de Visita da São Lírios Roxos com Orvalho


ICÉ- Certificado Literário -Palavras Solidárias- Ucrânia

 


ICE- Coletânea Poética- Palavras Solidárias- Ucrânia
Palavras Solidárias
O meu coração sofre
Pelo povo da Ucrânia
Que está cada vez mais pobre
Numa pobreza tamanha
O meu coração sofre
Por causa desta tragédia
Por ver uma nação nobre
A viver na idade média
Com o povo a passar fome
E também a passar frio
Sem nada para comer
Sem água para beber
Sem luz para se aquecer
Sem poder dormir de noite
Sem ter para onde ir
Sempre com bombas a cair
Dentro das suas próprias casas
Das escolas e das creches
Onde estudavam crianças
Nos hospitais e maternidades
Com doentes de todas as idades
Com o mundo inteiro a ver
Nos canais de televisão
A gente até custa a crer
Na falta de compaixão
De um povo seu irmão
E o mata sem razão
Por causa de um ditador
Com um coração sem amor
Com muita sede de poder
Sem ninguém para o conter
Ele é o dono da guerra
Ameaça toda a terra
Com a bomba nuclear
Alguém tem de o parar 
Conceição S. Roxo Orvalho
Évora, Portugal

ICÉ- "Era uma vez...O Alentejo"

"Era uma vez...O Alentejo"

 Era uma vez o Alentejo

Que eu um dia conheci

Com 10 anos de idade

Para o vir conhecer 

Longo caminho percorri

Do norte até ao sul

Achei lindo o céu azul

E as brilhantes estrelas 

Com os seus loiros trigais

E os rebanhos de ovelhas

Primeiro veio o meu pai

Trabalhar como ferroviário

Mesmo com uma grande família

Vivia triste e solitário

Numa casa com pouca mobília

Num local ermo e isolado

Mas era um lindo apeadeiro

Com comboios a passar

Durante quase o dia inteiro

Eu vim cá passar umas férias

E passear com os meus pais

Onde as pessoas mais velhas

Gostavam de dar conselhos 

Depois viemos para cá viver 

Foi como um lindo lampejo

E as promessas de felicidade

Como é grande o Alentejo!

Com paredes de cal branca 

Com uns azuis rodapés

E com outros amarelos 

As portas com seus postigos

E com tanta gente franca

Tu que sabes bem quem és 

Tens o país aos teus pés 

O sol faz os seus castigos

Queimando à sua passagem

Esta bela paisagem 

É rara a fresca aragem 

Com a idade a passar

E o meu tempo a esgotar

Como o futuro não prevejo

Em jeito de despedida

Era uma vez o Alentejo!

ICÉ- Natureza à Escuta- Enigma O Lápis

Poema do Enigma O Lápis

O Lápis”

É um pequeno objeto

De madeira, construído

Tem o bico embutido

Com o coração de grafite

Que é um antigo minério

Para o tirarem da terra

Têm de usar dinamite

Para mim é um mistério

Pode ser preto carvão

Ou ser de qualquer cor

Seja lá qual ele for

Serve para redigir

Com alma e coração

Mas se quiser corrigir

Basta usar a borracha

Quando a ponta não se acha

Então usa-se a afia

E continuar como queria

A lavrar a redação

E a fazer poesia

Que é a minha paixão

ICÉ- Natureza à Escuta

Natureza à Escuta

A Natureza está à Escuta

Só temos de a ouvir

Se não a queremos a morta

Temos todos que reagir 

 

Temos de o fazer agora

Depois já pode ser tarde

Não podemos ir embora

Quando a nossa terra arde

 

Temos de apagar o fogo

Para salvar o nosso lar

Temos de atuar logo

Se o queremos salvar

 

Temos todos que reciclar

O vidro, o plástico e o papel

Também temos de reutilizar

Viver assim é o ideal 

 

Há que usar os recursos 

De uma forma circular 

Para nos nossos percursos

Este lindo planeta salvar

ICÉ- Poemário Amália

Poemário Amália

A nossa querida Amália

Foi uma grande fadista

Habituei-me a admirá-la

Por ser uma enorme artista

Cantava o fado com garra

Sempre de cabeça erguida

Também chorava a guitarra

Que estranha forma de vida

De um coração independente

Numa casa portuguesa

Viveu uma paixão ardente

Tinha uma grande nobreza

Com o seu xaile traçado

E o lindo vestido negro

O seu povo muito amado

Amália chorava a cantar

Com o coração na voz

Era uma fadista popular

Cantava para todos nós

Ó gente da minha terra

Um povo cheio de mágoas

Os jovens iam para a guerra

As mães choravam suas lágrimas

Para dar de beber à dor

Todos os sonhos eram seus

Amália cantava o amor

Também cantava a saudade

E foi por vontade de Deus

Que partiu para a eternidade!

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

A Máquina Singer

 

A Máquina Singer

Roda, ó roda da vida

Minha máquina singela

Aquela máquina querida

Que vejo daquela janela

É uma máquina Singer

Que era da minha avó

Que agora está com pó

Que servia para coser

A roupa que era talhada

Chuleada e alinhavada

E que a gente vestia

Tão bem que parecia

Causava admiração

Era feita com coração

Sempre com a roda na mão

Para começar a coser

E com os pés nos pedais

Fazia lindos aventais

Tinha sempre o que fazer


A lambreta

A lambreta


Na minha lambreta
Eu vou para todo o lado
Mas como a via é estreita
Espero não cair para a valeta
Mas se por acaso cair
Quero levantar-me depressa
Depois de sacudir a poeira
Vejo alguém naquela eira
Está com o rodo na mão
A espalhar bem o grão
Para secar ao lindo sol
Que depois vai a moer
Mais tarde fazer o pão
Para ir vender na feira
Que é muito tradicional
Agora vou-me deixar de treta
E também para a qual
Vou montada na lambreta

Conceição Orvalho

http://editorapapel.blogspot.pt/



quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Som de Poetas

Som de Poetas


Ao pensar em poesia
também penso em poetas
que escrevem de noite e dia
usando as rimas certas.

Usando as rimas certas
e também o coração
pois, ao pensar em poetas
eu penso em solidão.

Eu penso que o poeta
escreve sempre sozinho
ao escrever sua trova
ele está no seu cantinho.

Eu gosto da Florbela
da sua grande utopia
também gosto da Natália
e gosto muito da Sophia.

Gosto muito do Pessoa
também gosto do Aleixo
escrever é uma coisa boa
nestes  versos que vos deixo.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

O Eclipse


O Eclipse

Vai o sol e vem a lua
A brilhar no firmamento
Até as pedras da rua
Querem guardar o momento
Em que trocam um doce beijo
E um abraço apertado
Formando um lindo eclipse
O sol fica envergonhado
A lua fez uma mise
Para receber o namorado
Que volta no dia seguinte
Antes dela ir dormir
Ele é um bom ouvinte
Mas ela demora a vir
Ele mostra algum requinte
Mas está acalorado
O seu coração bate forte
Como qualquer namorado
Quando ela aparece a norte
Ele fica todo corado...



Uma Valsa

 “Uma Valsa Com a Morte”

Eu já dancei

Uma valsa com a morte

Se eu escapei

Não foi uma questão de sorte

Foi porque eu lutei

Contra a pena de morte

Admito que me assustei

Uma valsa com a morte

Eu juro, que já dancei

Quando era pequena

Caí dentro de uma fonte

Lutei, lutei e venci

A assustadora morte

Mais tarde, na juventude

Dentro de um poço caí

A minha maior virtude

É que com força saí

Por isso já dancei

Uma valsa com a morte

Ainda não acabei

De falar da minha sorte

Num lindo dia de verão

A minha mana caiu num tanque

O que vocês não pensarão

Como a fui buscar num instante

Por isso eu já dancei

Uma valsa com a morte

Mas ainda não falei

Do dia de mais má sorte

Era um dia de inverno

Já caminhávamos para o Natal

Passei por um verdadeiro inferno

Que quase nos foi fatal

Como qualquer pessoa

Preso a minha liberdade

Não falo disto à toa

Juro que é tudo verdade

Fui trancada em minha casa

Junto com os nossos filhinhos

Agredida e ameaçada

Tudo ouviram os vizinhos

Consegui fugir de casa

Com meus filhos pela mão

Ele tinha um grão na asa

Não pediu o meu perdão

Acabou com a sua vida

De uma maneira atroz

Eu fiquei muito perdida

Eu e nossos filhos ficamos sós

Por isso digo que já dancei

Uma valsa com a morte

Muito mal eu já passei

Tem sido triste a minha sorte


Pelo Sonho é que Vamos

Poema – Pelo Sonho é que Vamos

Pelo sonho é que vamos

A passear pelo jardim

E por mais que caminhemos

O caminho não tem fim

 

Pelo sonho é que vamos

Atrás do lindo arco-íris

Muita estrada percorremos

Para ver os colibris

 

Pelo sonho é que vamos

Para encontrar a felicidade

Por mais que caminhemos

Nem sempre isso é verdade

Certificado de Reconhecimento da ESSF




Certificado Literário


 

Certificado Literário

Certificado Literário

Para Além do Horizonte - Colectânea da Escrita e da Arte



Para Além do Horizonte Coletânea da Arte e Literatura dos Autores Lusófonos no Mundo

Para Além do Horizonte
Há sonhos por realizar
Beber a água da fonte
Quando estou a caminhar 
Para matar a sede
E seguir o meu caminho
Ir para além do horizonte
E nunca me sentir sozinho
Correr atrás do meu sonho
Ainda por concretizar
Arranjar muita coragem
Para continuar a caminhar
Sentindo a fresca aragem
Para o meu corpo refrescar 
Com o lindo pôr-do-sol
Que ilumina o horizonte
Onde canta o rouxinol 
O astro tem a cor de fogo
Basta olhar lá para adiante
Para me faltar o fôlego
Onde está um arco-íris a brilhar
Tão longe, que o não consigo alcançar

A Escola

A Escola


Quando era pequenina
gostava de ir à escola
aprender o ABC...
Aprender a fazer contas
de somar, de subtrair,
de multiplicar e de dividir,
com pauzinhos e feijões,
que meninos e meninas
levavam para aprender.
Quando era pequenina
gostava de ir à escola.
Agora que sou crescida
também gosto de ir à escola,
trabalhar, ganhar o pão,
ajudar os meus meninos,
a fazerem os seus trabalhos,
de pesquisa e de impressão
usando o computador,
o livro e a enciclopédia
da biblioteca da escola,
onde eu todos os dias,
agora que sou crescida
gosto muito de ir à escola!


 São Roxo Orvalho

Alma Pura

Alma Pura


Alma pura,
bom coração,
é a candura
da alma pura,
 que diz não
aos males do mundo.
Um é a guerra,
também a fome,
que ainda graça
 na nossa gente,
cada vez mais,
a alma sofre,
com o  mal do povo,
 e sente saudade
 de quem está ausente,
longe de nós.
Alma coragem,
alma que fala,
pela nossa vós.
quer  que o presente
seja mais justo,
para todos nós,
alma que sente
dentro do peito, 
no coração,
alma que luta
pelo nosso pão,
alma sensível,
faz o possível
para ser feliz,
alma que diz
que sim,
  que não,
alma sincera,
alma candura
tem a brandura
 tem a alma pura
 e  bom coração.

São Roxo Orvalho

A Vida de Sonho

A Vida de Sonho

A vida era bela

pensava ela

enquanto sonhava

ela muito ria

pois tudo o que via

era cor-de-rosa

era pura poesia

 ou era uma prosa

ela tudo lia

nos lindos romances

dos caprichos

ou dos livros

de princesas

e de príncipes

com finais felizes

e que tinham petizes

felizes também

ela era alguém!

- então ela sonhava...

- ou imaginava...

que podia ser

muito feliz também

mal ela sabia

que futuro lhe trazia!

-eram muitas as lágrimas 

- era muita a mágoa

e a desilusão

e não havia poesia

na noite e no dia

ele seria negro

como era negra

 a escuridão

e ao passar cada dia

às vezes depressa

outras devagar

por muito que trabalhasse

por mais que lutasse

 ela não teria  chance

de fugir à sua sorte

- então ela pensava...

-mas ainda sonhava...

-ou se interrogava...

- o que é a  felicidade? 

Aromas de Poesia” Abril/Maio/Junho e Pinóquio

Aromas de Poesia” Abril/Maio/Junho

Aromas de Poesia I

Em abril há águas mil

Mas também há liberdade

Conquistada no mês de Abril

Pelos heróis da amizade

Maio é o mês de Maria

Mãe do nosso Salvador

Que nos guarda noite e dia

Dia 1, é Dia do Trabalhador

Maio é o mês do coração

Que bate dentro do peito

Para nossa salvação

Temos de ter respeito

O mês de maio

É o mês do coração

Ele olha de soslaio

Junho e o desejado verão

Para poder ir à praia

E ir mergulhar no mar

Vestir uma bela saia

Para à noite passear

Sob a linda luz da lua

Comer um gelado de fruta

Apanhar o ar fresco na rua

E descansar desta luta!

Um Arco-Íris Poético

“Um Arco-Íris Poético” – Poesia Reunida"

Um Arco-Íris Poético I

Brilhas lá no horizonte

Ó meu lindo arco-íris

Até pareces uma ponte

Que me leva para Paris

A bela cidade das luzes

Que sonho em conhecer

Tu que tens múltiplas cores

Quando resolves aparecer

Com um lindo sol às vezes

E outras está a chover

Não conseguimos adivinhar

Quando vais aparecer

Dá a impressão que estás perto

Mas não te consigo alcançar

Enches de alegria o meu peito

Parece que estou a sonhar

Quando te vejo lá no alto

Tão lindo que estás, a brilhar!

Ser Poeta

Ser Poeta

 Eu queria ser poeta,

fazer linda poesia,

escrever com boa letra,

e com grande fantasia.

 

Eu queria ser poeta,

escrever com sentimento,

empregar a rima certa

e o que sinto cá dentro.

 

Mas só me sai letra simples,

com pouca imaginação,

quando me sento a escrever,

fico em grande aflição.

 

Gosto da letra bonita,

e gosto de boas rimas,

mas não sou pretensiosa

sei que são simples, as minhas.

Os Livros

Os Livros 

Livros são papeis pintados com tinta

Eles levam-nos pelo mundo a passear

Para descrevê-los de uma maneira sucinta

Hoje estou para aqui a rabiscar

 

Os livros de que mais gosto são de poesia

Eles preenchem toda a minha alma

Os livros dão-me muita alegria

Eles devolvem-me toda a calma

 

Os livros foram toda a minha vida

A eles dediquei muito do meu amor

Custou-me deixá-los na hora da partida

No meu coração senti imensa dor

 

Por isso dediquei-me a escrever

Para que neles possa publicar

As minhas poesias são para me entreter

E para que os livros possa continuar a amar

Família

Família

 

Portugal é o meu país

Nele está minha raiz

E também o meu petiz

Mais a mana Leonor

De quem já tenho saudades

E a prima Liliana

Que já é moça crescida

São joias da minha vida

Mais os seus queridos pais

A quem eu dou os meus ais!

Do fundo do meu coração

Dia sim e dia não.

São os meus queridos filhos

Mais os seus filhos também

Pertencem a esta mãe

Que tudo lhes queria dar

Infelizmente não pode

Pois ela não tem ninguém

Que a possa ajudar.

Valha-me o Meu Senhor Jesus

Mais a Virgem Mãe, Maria

Que me ajudem noite e dia

A carregar minha “cruz…

Para Além do Horizonte

Para Além do Horizonte I

Há sonhos por realizar

Beber a água da fonte

Quando estou a caminhar

Para matar a sede

E seguir o meu caminho

Ir para além do horizonte

E nunca me sentir sozinho

Correr atrás do meu sonho

Ainda por concretizar

Arranjar muita coragem

Para continuar a caminhar

Sentindo a fresca aragem

Para o meu corpo refrescar

Com o lindo pôr-do-sol

Que ilumina o horizonte

Onde canta o rouxinol

O astro tem a cor de fogo

Basta olhar lá para adiante

Para me faltar o fôlego

Onde está um arco-íris a brilhar

Tão longe, que o não consigo alcançar

Certificados- Ebook




Quem Sou Eu

Quem Sou Eu?


Fui pastora em Trás-os-Montes

não de ovinos e caprinos

era guardadora de gado

mas da raça dos bovinos.

Depois fui uma operária

das estradas em construção

com paralelos e brita

e também com alcatrão.

Alguns tempos passados

fui trabalhar para o pinhal

cortar os pinheiros-bravos

para fabricar o papel.

Depois dentro da fábrica

transformavam o papel

em lindos livros que eu lia

com histórias de cordel.

Fui mondadeira no campo

neste nosso Alentejo

ceifei repelos de trigo

grão-de-bico e centeio.

Depois vim para a escola

mas não foi para estudar

foi para ganhar a vida

que vim para cá trabalhar.

O tempo foi passando

E já lá vão trinta anos

que nesta escola trabalho

e sofrido desenganos.

Trabalho há muito tempo

mas não ganho para viver

trabalhando honestamente

eu ando sempre a correr.

O meu pequeno ordenado

já não dá para quase nada

com esta carestia de vida

não me sinto recompensada.

Porque todos os dias

aumentam os valores

dos bens essenciais

mas nós ficamos para trás.

Os governos e os dirigentes

esquecem que os trabalhadores

deve ter ganhos suficientes

para deixarem de ser pobres

Se algum dia pudesse

eu fazia para mudar

dava só a quem merece

punha todos a trabalhar.

Punha os nossos dirigentes

a viver durante um tempo

com o salário mínimo

a viverem como pobres.